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Por que Plutão deixou de ser considerado um planeta após 20 anos? Saiba o motivo!

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Em 24 de agosto de 2006, os livros didáticos de todo o mundo ficaram desatualizados da noite para o dia. Naquela data, a União Astronômica Internacional (UAI) anunciou novos critérios científicos para definir o conceito de planeta – e Plutão, até então o nono planeta do Sistema Solar, foi rebaixado ao status de planeta-anão.

A regra dizia que um planeta deve fazer três coisas: orbitar uma estrela, ter uma forma aproximadamente redonda e ser o astro dominante em sua órbita (ou seja, ter a capacidade de afastar quaisquer outros objetos de tamanho semelhante próximos à sua órbita, como asteróides, por exemplo). 

Plutão atendia os dois primeiros requisitos, mas falhava no terceiro. Ao invés de dominar a própria órbita, o corpo celeste é, na verdade, influenciado pela gravidade de seu vizinho gigante, Netuno – que assumiu o posto de último planeta do Sistema Solar. Além disso, missões espaciais mostraram que Plutão compartilha sua região no espaço com astros de dimensão muito parecida a sua.

O que lhe restou, então, foi o título de planeta-anão, que é a classificação usada para todos os corpos celestes que se enquadram apenas nas duas primeiras regras da UAI. 

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E por que mudar o conceito de planeta?

Avanços técnicos na astronomia levaram ao descobrimento de objetos muito pequenos e muito distantes no Sistema Solar. No início da década de 1990, por exemplo, os astrônomos encontraram no Cinturão de Kuiper (uma grande região planetária em formato de aneis) milhares de corpos celestes gelados.

Foi nesta região de Kuiper que, em 2005, astrônomos encontraram pela primeira vez um astro com dimensões semelhantes às de Plutão. A descoberta do novo objeto, denominado Éris, movimentou a comunidade científica, afinal, se Plutão era um planeta, então Éris também deveria ser.

Apenas alguns meses depois, outro astro também foi encontrado na mesma área. Em um curto período de tempo, o Sistema Solar teria supostamente ganhado mais dois planetas. 

A UAI, porém, decidiu intervir: a associação anunciou novos critérios para classificar um planeta. Eles perceberam uma característica comum a todos os objetos recém encontrados: diferente dos oito planetas tradicionais, nenhum desses novos corpos era capaz de dominar a própria órbita.

A UAI estabeleceu que os objetos que não atendessem esse requisito integrariam a categoria de planetas-anões.

Irmão estranho

A nova classificação casou bem com o que se sabe sobre Plutão. 

Acontece que o planeta-anão sempre foi o elemento estranho do Sistema Solar. Além de ser bem menor do que os demais planetas, ele também tem uma característica incomum: seu movimento de órbita, inclinada em relação ao dos outros planetas. Enquanto as órbitas da maioria dos corpos celestes são quase circulares, Plutão tem uma órbita considerada mais “achatada”.

Hoje, astrônomos acreditam que Plutão não se formou na região do Sistema Solar onde ele se encontra atualmente.

Mas não dava para saber disso quando Plutão foi descoberto pela primeira vez em 1930. Os astrônomos não avistaram outros corpos celestes parecidos ao seu redor e achavam que ele era único naquela órbita. Somente depois, com a evolução da tecnologia, eles descobriram mais sobre seu entorno e as características do então planeta. 

Fonte: abril

Sobre o autor

aifabio

Jornalista DRT 0003133/MT - O universo de cada um, se resume no tamanho do seu saber. Vamos ser a mudança que, queremos ver no Mundo