Em 2013, a pedra ametista foi indicada como o mineral símbolo do Rio Grande do Sul. O projeto de lei, oficializado em 2015, ajudou a consolidar a importância de uma pitoresca cidade situada ao norte do estado: Ametista do Sul.
A cerca de 440 quilômetros de Porto Alegre e a 93 quilômetros da catarinense Chapecó, o pequeno município de pouco mais de 7 mil habitantes é conhecido como a “capital mundial” da pedra que lhe dá nome.
O título não é por acaso. A cidade está literalmente assentada sobre a maior jazida de ametistas do mundo – e sua economia baseia-se, é claro, na extração do mineral, além das atividades turísticas e agropecuárias.
O destino é uma excelente opção para sair do óbvio quando se fala em se aventurar pelo interior gaúcho e pede um roteiro diversificado, focado na história da região e nas atividades de mineração.
A história da cidade das ametistas
A história de Ametista do Sul remonta ao início do século 20, quando a região, até então coberta por mata virgem e habitada pelo povo Kaingang, começou a ser colonizada por pessoas vindas de municípios vizinhos. As primeiras ametistas foram encontradas ainda na década de 1940, época em que o local recebeu o nome de “Cordilheira”.
Pertencentes à família do quartzo, as ametistas se destacam pela tonalidade roxa, que pode variar de um lilás claro a um roxo profundo e intenso. Elas eram encontradas junto às raízes de árvores, nas encostas de córregos e durante o arado das lavouras, o que atraiu um grande fluxo migratório em busca das riquezas minerais.
Com isso, começaram a ser abertos túneis horizontais, que hoje se estendem por quilômetros sob a cidade e abrigam algumas de suas principais atrações.
As atrações subterrâneas de Ametista do Sul
Grande parte das atrações de Ametista do Sul está instalada em minas desativadas, hoje utilizadas para diferentes finalidades. A principal é o Ametista Parque Museu, que abriga um rico acervo com mais de 2 mil exemplares de minerais raros.
Por lá, a experiência começa com um passeio pelas galerias de uma mina desativada há mais de 25 anos, onde são apresentados detalhes sobre o processo de formação das pedras, além de nuances sobre a atividade de mineração. O local ainda conta com outras experiências, como mirante, tirolesa e loja de joias.
Outro espaço situado em uma área montanhosa de garimpo é o Complexo Belvedere Mina. O principal destaque é o único restaurante temático de pedras ametistas do mundo, com direito a mesas decoradas com o mineral, que foi construído no interior de uma mina preservada, a 70 metros de profundidade.
O complexo também permite que os visitantes se refresquem em uma piscina subterrânea com iluminação colorida e percorram galerias para conhecer técnicas de mineração e um pouco mais sobre a história da região. Para quem deseja passar alguns dias na cidade, o local também dispõe de serviços de hospedagem.
Ametista do Sul também abriga a primeira microcervejaria subterrânea do mundo, a Mina Beer. Situada no interior de uma mina desativada, ela permite apreciar diferentes sabores de cervejas artesanais em um ambiente singular, cujas paredes ainda exibem marcas das antigas operações de extração de ametistas.
Fonte: viagemeturismo





