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Javalis-africanos do Simba Safari recebem tratamento de ‘pedicure’

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2026

Famosos pelo personagem Pumba, de O Rei Leão, os javalis-africanos (Phacochoerus africanus) estão entre os animais que mais chamam a atenção das crianças no Simba Safari, em São Paulo. Em agosto, os dois machos que vivem no parque passaram por um cuidado especial nas patas: o casqueamento. O procedimento consiste no corte, na limpeza e no nivelamento dos cascos, ajudando a manter a saúde das patas e a mobilidade dos animais.

O atendimento foi conduzido pela veterinária e especialista em suínos Isabele de Oliveira, conhecida nas redes sociais como “Dra. Pig”, em parceria com a equipe veterinária do Zoo São Paulo. A profissional tem experiência no manejo de cascos de porcos, animais que, assim como os javalis-africanos, pertencem à família dos suídeos.

Isabele explica que o procedimento começa com uma inspeção da forma como o animal se movimenta. Segundo a veterinária, cada indivíduo tem características próprias e, por isso, o casqueamento precisa ser feito de forma individualizada. A avaliação considera a postura, a maneira como o animal apoia as patas no chão e o movimento dos quatro membros para definir quais ajustes são necessários.

Duas mulheres cuidam de um animal. Uma, de blusa branca estampada e luvas, lixa o casco do animal. A outra, de jaqueta verde, observa atenta

Entenda o procedimento

Os javalis-africanos são ungulados, ou seja, animais que se apoiam sobre cascos. Essas estruturas sustentam o peso do corpo e participam da locomoção. Formada por queratina, a mesma proteína presente nas unhas humanas, a camada externa cresce continuamente. Quando há crescimento excessivo, a alteração pode afetar o conforto, a saúde e a movimentação dos animais.

Duas patas traseiras de um porco, com cascos cinzentos e pelos marrons, sobre terra arenosa com algumas folhas vermelhas espalhadas

Por causa da força física dos javalis, os dois foram sedados durante o atendimento e permaneceram sob monitoramento da equipe veterinária. Isabele realizou o corte, a raspagem e a hidratação dos cascos. Radiografias das patas, feitas com equipamento portátil, também permitiram visualizar as estruturas internas e auxiliaram na condução do procedimento.

Além do cuidado com os cascos, a equipe hidratou a região e tratou as chamadas “cutículas” com óleo de bálsamo. A ocasião também foi aproveitada para avaliações de medicina preventiva, como exame físico completo, vacinação, avaliação de dentição e coleta de sangue. 

Pessoa com luvas brancas e uma pulseira verde no pulso esquerdo, usando uma ferramenta para aparar o casco de um animal, que está sendo segurado por uma mão com luva cinza. O fundo mostra uma camisa branca com desenhos de sol e animais

Segundo Maria Fernanda Gondim, médica-veterinária chefe do Zoológico de São Paulo, que colaborou no manejo dos javalis-africanos, a medicina preventiva é fundamental para animais selvagens sob cuidados humanos, já que eles tendem a mascarar sintomas de doenças. Ela explica que a contenção química permite uma avaliação completa do estado de saúde dos indivíduos. No caso dos ungulados, também é possível verificar se o animal está pisando adequadamente e se a anatomia está correta, o que ajuda a identificar alterações precocemente e a intervir antes que elas se tornem um problema.

Curiosidade sobre a espécie

Os javalis-africanos têm cabeça grande e pescoço curto, características que dificultam o movimento de abaixar a cabeça até o chão para procurar alimento. Por isso, é comum vê-los “pastando” com as patas dianteiras dobradas, como se estivessem de joelhos. A posição aproxima a boca do solo e facilita a busca por alimentos, como raízes e insetos.

Serviço

Simba Safari

Onde? Avenida do Cursino, 6338 – Água Funda.

Quando? Segunda a sexta-feira, das 9h às 17h; sábados, domingos e feriados, das 8h30 às 18h.

Quanto? Meia-entrada por R$ 69,90 e inteira por R$ 99,90.

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Fonte: viagemeturismo

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