O Desenrola Adimplentes começa a operar nesta segunda-feira (10) com uma linha de crédito destinada a trabalhadores informais que mantêm seus compromissos financeiros em dia. A modalidade permite substituir empréstimos com custos mais elevados por operações com juros de até 1,99% ao mês e valores de até R$ 15 mil.
A nova etapa entrou em funcionamento após mudanças nas regras para ampliar a participação das instituições financeiras. O objetivo é facilitar o acesso ao crédito para consumidores que mantêm os pagamentos em dia.
O Desenrola Adimplentes integra um conjunto de três frentes lançadas pelo governo federal para ampliar o acesso ao crédito. Além dos trabalhadores informais, o pacote contempla estudantes e ex-estudantes adimplentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e medidas destinadas a trabalhadores com carteira assinada.
Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a iniciativa amplia o alcance do Desenrola, programa criado originalmente para ajudar pessoas inadimplentes a renegociar suas dívidas.
“O valor que a gente defende no Desenrola é o pagamento, em dia, das contas. Os depoimentos que a gente ouviu mostram isso: as pessoas queriam pagar, mas não estavam conseguindo. Voltaram agora, com essa ajuda do governo, a poder pagar em dia”, afirmou durante o lançamento das medidas.
Lançado em 2023, o Desenrola foi criado para facilitar a renegociação de dívidas e contribuir para a recuperação financeira das famílias. De acordo com o governo, 7,5 milhões de famílias já foram beneficiadas pelo programa. A nova fase amplia os incentivos para consumidores que conseguem manter suas obrigações financeiras em dia.
Ministério alerta para golpes
Com a expansão do Desenrola e de outras iniciativas de renegociação de dívidas, o Ministério da Fazenda também reforçou o alerta sobre golpes aplicados por meio da internet. Criminosos têm utilizado anúncios falsos, mensagens e links para atrair pessoas interessadas nos programas.
De acordo com a pasta, a renegociação deve ser realizada exclusivamente por meio das instituições financeiras. O governo não utiliza sites específicos de intermediação nem envia links para renegociação por SMS ou aplicativos de mensagens.
Um levantamento do NetLab, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), identificou 544 anúncios fraudulentos nas plataformas da Meta entre abril e junho. Desse total, 38% utilizavam inteligência artificial e 72% exploravam indevidamente a imagem do governo ou de marcas conhecidas para transmitir aparência de legitimidade.
As informações oficiais sobre o programa podem ser consultadas nos canais do Ministério da Fazenda.
Fonte: cenariomt





