O deputado federal Fábio Garcia (União Brasil), candidato a vice-governador na chapa de Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou que não exigiu qualquer secretaria ou outra contrapartida para aceitar a composição para as eleições de 2026. Segundo ele, a decisão foi motivada pela confiança no projeto de continuidade da atual gestão e não por uma negociação em busca de espaço no governo.
Questionado sobre o que teria exigido para assumir a vaga de vice, Garcia foi categórico ao negar qualquer pedido. “Nada, nada, nada, nada, nada, nada, não, eu não exigi nada na verdade para ser vice”, afirmou.
Na sequência, o candidato disse que aceitou o convite por acreditar que a administração de Mato Grosso deve continuar seguindo o projeto iniciado nos últimos anos. Ele também citou o apoio de 122 prefeitos que defenderam seu nome para compor a chapa. “Eu aceitei porque eu acredito no projeto”, declarou.
Garcia afirmou que sua decisão também foi influenciada pela confiança que tem em Pivetta para liderar a chapa e pela avaliação de que o Estado pode continuar avançando sob a atual linha administrativa. Segundo ele, os prefeitos que assinaram apoio ao seu nome demonstraram confiança no trabalho desenvolvido e nas ações realizadas nos municípios.
O candidato disse ainda que considera a chapa de Pivetta a única com uma proposta de continuidade da administração estadual. Ao comentar o apoio de prefeitos de diferentes partidos, inclusive do Partido Liberal (PL), Garcia afirmou que sua atuação política sempre buscou atender aos municípios independentemente da sigla dos gestores.
União e Republicanos
A composição entre União Brasil e Republicanos também foi abordada durante a conversa. O grupo político ligado ao União vem sendo alvo de críticas e acusações de “traição” desde a convenção partidária, especialmente diante da mudança na composição que colocou o Republicanos na cabeça da chapa.
Garcia, porém, rejeitou a interpretação de que houve traição dentro do partido após rejeitar candidatura própria com nome de Jayme Campos (União).
Segundo ele, o Republicanos permaneceu como vice do União Brasil durante cerca de sete anos e meio, período em que os dois partidos estiveram juntos na administração estadual. Por isso, considera natural que agora a composição possa ser invertida.
“O União Brasil foi apoiado pelo Republicanos durante 7 anos e meio, né, que o Republicanos é vice do União Brasil. Portanto, eu não vejo nenhum problema do União Brasil também poder apoiar o Republicanos”, afirmou.
Para o candidato, a definição ocorreu dentro das regras partidárias e foi resultado de uma votação realizada durante a convenção do União Brasil.
Garcia classificou a decisão como partidária e democrática, afirmando que os convencionais tiveram duas posições políticas para avaliar antes da definição.
Fonte: leiagora





