O Rio de Janeiro recebe, entre os dias 4 e 7 de agosto, a sexta edição do Rio Innovation Week (RIW), uma conferência global voltada para ciência, tecnologia e negócios. O evento será realizado no Pier Mauá e contará com participantes brasileiros e estrangeiros em uma programação dedicada à inovação.
Com o tema “Simbiose – o futuro não acontece isolado”, a edição de 2026 propõe debates sobre a colaboração entre diferentes áreas do conhecimento, setores econômicos e a sociedade para enfrentar desafios atuais e desenvolver soluções para o futuro.
Segundo Jerônimo Vargas, idealizador e diretor-geral do RIW, a chegada à sexta edição reforça o amadurecimento do evento e destaca o papel do Rio de Janeiro como um polo de criatividade, negócios e conhecimento. Ele também afirmou que o crescimento da conferência demonstra a capacidade de reunir empresas, startups, universidades, setor público e sociedade em torno de discussões sobre transformação.
Participações na conferência
A programação do Rio Innovation Week contará com nomes de diferentes áreas. Entre os convidados estão a ativista e vencedora do Prêmio Nobel Malala Yousafzai, o ganhador do Nobel de Medicina Edvard Moser, a cientista brasileira Tatiana Sampaio, a deputada e ex-ministra Sonia Guajajara e a ativista indígena Txai Suruí.
O evento também terá debates sobre criatividade, identidade, comportamento e transformação social com a participação dos escritores brasileiros Djamila Ribeiro e Itamar Vieira Junior, do autor angolano Ondjaki e do historiador Luiz Antonio Simas. Apresentadores, artistas e músicos, como Regina Casé, Bella Gil, Seu Jorge, Zélia Duncan e a banda Os Garotin, também integrarão a programação.
Expectativa de negócios e tecnologia
A organização estima que o Rio Innovation Week movimente R$ 4 bilhões em negócios e receba aproximadamente 180 mil visitantes. A conferência reunirá 2 mil startups, centenas de expositores e 60 conferências, com previsão de geração de cerca de 22 mil empregos diretos e indiretos.
O conceito de simbiose estará presente nos espaços do evento, com a proposta de conectar tecnologia, propósito e diversidade de ideias. A programação será dividida em 16 trilhas e aproximadamente 40 palcos, abordando temas como inteligência artificial, soft power brasileiro, ESG 2.0, inovação social, educação, saúde, indústria criativa e futuro do trabalho.
Carlos Junior, sócio e diretor de Inovação Aberta do Rio Innovation Week, destacou que o desafio atual não está apenas em criar ideias, mas em transformá-las em soluções aplicáveis ao mercado e capazes de gerar impacto social.
Startup Program amplia participação
O Startup Program foi ampliado nesta edição, com maior presença de pesquisadores e aproximação com a indústria. Mais de 50 empresas de Venture Capital participarão do evento em busca de projetos com potencial de investimento.
Além das startups, o programa passou a incluir pequenas e médias empresas. A edição de 2026 também terá, pela primeira vez, o Fórum Internacional de Negócios Aeroespaciais, promovido pela Agência Espacial Brasileira (AEB) em parceria com a Organização das Nações Unidas (ONU), além da Conferência Cocreators, voltada à economia criativa.
Para Fábio Queiróz, cofundador da plataforma Innovation Week, a inovação e a tecnologia passaram a ter papel central no desenvolvimento da sociedade, reforçando a ideia de que avanços importantes dependem da colaboração entre diferentes setores.
Fonte: cenariomt





