A reestruturação da saúde pública em Cuiabá alcançou um novo patamar no último ano e meio. Impulsionada por investimentos em infraestrutura, modernização tecnológica e ampliação de serviços, a rede municipal de saúde ultrapassou a marca de 3,6 milhões de atendimentos prestados à população.
A expansão dos serviços refletiu diretamente no gargalo represado do Sistema Único de Saúde (SUS) na capital: a fila de espera por consultas, exames e cirurgias sofreu uma queda expressiva de 101.302 solicitações, reduzindo o número de pacientes aguardando de 421,9 mil para 320,6 mil.
Atenção Básica reforçada e novos postos de saúde
A porta de entrada do SUS na capital recebeu atenção prioritária com a entrega de três novas Unidades de Saúde da Família (USFs) nos bairros Jardim Passaredo, Pedregal e Praeiro, além da revitalização completa da USF Areão.
A projeção da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) aponta para a consolidação de cerca de 1,3 milhão de consultas nas USFs e mais de 11,3 mil visitas domiciliares voltadas a pacientes com limitações de locomoção. No combate à hanseníase, a prefeitura voltou a distribuir, após um hiato de dez anos, 150 kits de estesiômetros para o diagnóstico precoce e acompanhamento da doença na Atenção Básica.
Urgência, emergência e saúde infantil
Nas quatro Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e na Policlínica Pedra 90, o volume de atendimentos médicos aproxima-se de 1,2 milhão de ocorrências, com mais de 1 milhão de triagens por classificação de risco.
No segmento de retaguarda e alta complexidade, destacam-se:
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Centro Médico Infantil (CMI): Voltado ao atendimento pediátrico emergencial, a unidade criada no final de 2025 registrou 30,9 mil atendimentos nos seus primeiros seis meses.
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Hospital Municipal de Cuiabá (HMC): Absorveu 44,8% de todas as transferências das UPAs entre maio e junho.
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Hospital São Benedito: Recebeu o primeiro aparelho de ressonância magnética de alta precisão (3 Tesla) da rede pública municipal.
Saúde mental, procedimentos inéditos e vigilância
A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) ganhou o reforço de dois novos centros: o CAPS Adolescer e o CAPS CPA IV. Com as novas unidades em funcionamento, os serviços de saúde mental da capital atingiram a média de 1,5 mil atendimentos ao mês.
Na área cirúrgica e ambulatorial, a gestão viabilizou marcos inéditos, como o início de cirurgias de próstata por ressecção transuretral (RTU), mutirões de cirurgia de vesícula por videolaparoscopia, consultas para cirurgia bariátrica, avaliações neurocirúrgicas e o anúncio do primeiro Centro de Tratamento da Obesidade (CTO) do país. Na saúde bucal, a rede entregou 1.476 próteses dentárias gratuitas.
Em paralelo, a Vigilância em Saúde manteve o combate ostensivo ao Aedes aegypti, com vistoria em mais de 574 mil imóveis e a eliminação de 17,1 mil criadouros do mosquito na capital. Para proteger servidores e usuários, a prefeitura ativou também o programa Vigia Mais Saúde, integrando os pontos de saúde ao Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (CIOSP).
Fonte: cenariomt





