Cenário Político

Mauro acusa adversários de usar mentiras e malandragens na Operação da PF: vídeo revela detalhes.

Grupo do Whatsapp Cuiabá
2026

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), alvo da Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (6), negou envolvimento nas irregularidades investigadas e afirmou que a ação estaria sendo utilizada politicamente por adversários às vésperas das eleições.

A operação apura suspeitas de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, peculato, lavagem de dinheiro e uso indevido de informação privilegiada relacionados a um acordo entre o Estado e uma empresa de telefonia, envolvendo a restituição de valores decorrentes de uma disputa tributária. Segundo a PF, há indícios de desvio de recursos públicos superiores a R$ 308 milhões. Ao todo, foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Ceará, além de outras medidas cautelares.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Mendes afirmou que voltou a ser alvo de uma ação da Polícia Federal e comparou a situação à investigação realizada contra ele em 2014, quando era prefeito de Cuiabá. Segundo o governador, naquela ocasião, uma busca e apreensão em sua residência provocou prejuízos financeiros à família e às empresas.

“Em 2014, quando eu era prefeito de Cuiabá, ocorreu uma busca e apreensão na minha casa. Eu e minha família, nós sofremos humilhação”, afirmou.

Mendes disse que, três anos depois, a investigação foi arquivada após manifestação favorável da Polícia Federal, do Ministério Público e decisão da Justiça. “Naquela oportunidade, eu quase quebrei. Em 2017, três anos depois, a mesma Polícia Federal que entrou na minha casa fez um parecer favorável, alinhado com o Ministério Público que concordou que estava tudo correto e a Justiça, naquela oportunidade, arquivou e concluiu que eu não havia feito absolutamente nada de errado”, declarou.

Sobre a Heritage, o governador afirmou que a ação está relacionada a um acordo firmado pela Procuradoria-Geral do Estado com a empresa Oi. Segundo ele, o Estado havia bloqueado valores da empresa em 2009 em razão de uma cobrança de impostos e, após perder a disputa judicial, precisou devolver o dinheiro.

Mendes afirmou que o valor atualizado da dívida chegaria a aproximadamente R$ 580 milhões, mas que o acordo firmado pelo Estado estabeleceu o pagamento de R$ 308 milhões. Segundo ele, o acordo passou por diferentes instâncias de controle antes de ser homologado.

“O acordo passou por diversos procuradores, foi homologado pela Justiça, analisado como legal e vantajoso pelo Tribunal de Contas, Ministério Público de Contas e Ministério Público Estadual. Portanto, o pagamento feito pelo governo do Estado foi correto e está dentro da legalidade”, afirmou.

O governador também negou qualquer relação entre ele ou familiares e os fundos que receberam os recursos. “Os fundos que receberam esse recurso não tem nenhuma relação comigo ou com qualquer membro da minha família”, declarou.

Na sequência, Mendes direcionou críticas aos adversários políticos Pedro Taques e Janaína Riva, que, segundo ele, teriam feito denúncias sobre o caso. O governador afirmou que ambos apresentaram “narrativas falsas” e acusou Taques de utilizar sua experiência no Ministério Público Federal para influenciar a abertura da investigação.

“Janaína Riva e Pedro Taques fizeram denúncia há mais de um ano, criando narrativas falsas sobre isso. Colocaram no processo muitas mentiras e muitas inverdades”, afirmou.

Sobre Taques, Mendes declarou: “O Pedro Taques já foi membro do Ministério Público Federal e usou da sua experiência e relacionamento para que com essas mentiras e malandragem processuais pudesse induzir as autoridades a abrir essa investigação.”

O governador também afirmou que o relatório produzido pela Polícia Federal teria reproduzido informações apresentadas anteriormente por Taques. “O relatório que foi feito pela Polícia Federal, que está lá no Supremo Tribunal Federal, é um verdadeiro copia e cola da denúncia do Pedro Taques”, disse.

Mendes classificou a investigação como uma tentativa de interferência no processo eleitoral e relacionou a deflagração da operação ao calendário político de Mato Grosso. “Está claro que esses adversários políticos tem a clara intenção de fazer isso como instrumento político para tentar me prejudicar”, afirmou.

Ele também citou nominalmente Pedro Taques, Janaína Riva, Carlos Fávaro e Jayme Campos, afirmando que os adversários teriam feito articulações em Brasília e antecipado a realização da operação. “Nos últimos meses, os meus adversários, Pedro Taques, Janaína Riva, Carlos Fávaro, Jayme Campos, estiveram em Brasília fazendo algumas pressões e anunciando que em breve aconteceria essa famigerada operação”, declarou.

Mendes ainda questionou o fato de informações sobre uma investigação que, segundo ele, estaria sob sigilo terem circulado antes da deflagração. “Uma operação que está dentro do Supremo Tribunal Federal e é considerada sigilosa, mas os nossos adversários tinham acesso e isso muito antes de acontecer. Eles já falavam sobre isso nos quatro cantos de Mato Grosso”, disse

Segundo o governador, a defesa chegou a solicitar oficialmente acesso ao processo nesta quinta-feira, mas ainda não havia recebido a documentação quando ele gravou o vídeo. “Até o momento que eu gravei esse vídeo, nós não tínhamos conseguido, mas alguém, misteriosamente, conseguiu e distribuiu isso para toda a imprensa”, afirmou.

Ao final, Mendes voltou a negar irregularidades e disse que está disposto a colaborar com as investigações. “Por mim, pode investigar à vontade. Eu não fiz e tenho certeza que o Estado de Mato Grosso, através da nossa Procuradoria, não fez nada de errado e ilegal”, declarou.

O governador também pediu celeridade na investigação e comparou novamente o episódio à apuração de 2014. “Eu vou colaborar e pedir que seja o rápido, pelo amor de Deus, não demore três anos. Eu não tenho nada a temer”, disse.

Por fim, Mendes afirmou que a operação não deverá alterar sua atuação política. “E não vai ser uma armação eleitoreira que vai parar o nosso projeto de trabalhar pelos mato-grossenses e pelos brasileiros. Vou continuar lutando, pode ter certeza disso, com todas as minhas forças, para que políticos medíocres, mentirosos e malandros não voltem a dominar o Estado de Mato Grosso”, concluiu.

Veja vídeo

Fonte: leiagora

Sobre o autor

Redação

Estamos empenhados em estabelecer uma comunidade ativa e solidária que possa impulsionar mudanças positivas na sociedade.