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Descubra os Melhores Destinos para Trekking em Paisagens Geladas na América do Sul

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2026

Caminhar sobre uma geleira é uma rara oportunidade de pisar em uma paisagem que está em constante transformação. Entre fendas, rios de degelo e camadas de gelo formadas ao longo de muitos anos, o trekking em geleiras permite ao visitante trilhar paisagens raras para além de mirantes e circuitos pré-definidos em parques nacionais. Na América do Sul, os principais pontos dessa prática ficam na região da Patagônia, embora haja outras opções espalhadas pelo mapa.

Conheça a seguir quatro pontos de trekking no gelo no nosso continente.

Perito Moreno (Argentina)

Perito Moreno, El Calafate, Argentina

Uma das geleiras mais famosas da Patagônia, o Perito Moreno tem 250 km² de área e vai desde o campo de gelo Patagônico Sul até o sul do lago Argentino. A geleira é maior, inclusive, do que a capital do país: Buenos Aires tem cerca de 202 km² de área.

O glaciar Perito Moreno fica localizado na província de Santa Cruz, dentro do Parque Nacional Los Glaciares. A cidade mais próxima do glaciar é El Calafate, que fica a 80 quilômetros do parque. Partindo de lá, é possível chegar ao Perito Moreno de carro, pela Ruta 11. O valor dos ingressos para entrar no parque equivale a cerca de R$ 175 em julho de 2026.

Existem duas trilhas para explorar o Perito Moreno: o minitrekking e o big ice. O minitrekking tem duração de aproximadamente 1h30, enquanto o big ice pode chegar até 4h (considerando o translado desde El Calafate de ida e volta mais deslocamento de barco, considere que o passeio terá cerca de 10 horas). Ambos os passeios têm como destino a face sul do glaciar, e são operados por empresas autorizadas. Também possuem restrições de idade (mínima e máxima) e de saúde. No verão, o tempo é mais limpo, com menos nevascas e temperaturas mais amenas. Mas esse é um programa para o ano todo: mesmo no inverno a temperatura média da cidade fica em torno dos cinco graus. Saiba mais.

Viedma (Argentina)

Geleira com gelo azul e cinza escuro, com buracos e fendas, à beira de um lago azul-claro. Montanhas escuras e picos nevados ao fundo, sob céu azul com nuvens esparsas

Também no Parque Nacional de Los Glaciares, o glaciar Viedma está mais próximo à cidade de El Chaltén, que é o paraíso do trekking. Contudo, não é possível caminhar sobre a geleira desde 2017 por conta do recuo acelerado do glaciar causado pelas mudanças climáticas, que fez abrir uma grande fenda entre a margem e a geleira e aumentou a instabilidade das paredes rochosas. Em substituição, a empresa Solo Patagonia oferece uma navegação pelo Lago Viedma, com saída de Puerto Bahía Túnel, em El Chaltén. O roteiro inclui a aproximação da imponente geleira, desembarque na Baía Cabo de Hornos para uma caminhada leve até um mirante e, de volta à embarcação, ver de de frente as paredes azuladas do Viedma. O total do passeio, contando a viagem de barco, costuma durar cerca de 4 horas, com saída entre as 10h e 11h e retorno por volta das 15h. Além da vista para o lago, outro diferencial do Viedma são as faixas escuras em sua superfície, resultado da mistura do gelo com cinzas vulcânicas. Saiba mais.

Torres del Paine (Chile)

A imagem mostra uma formação montanhosa nevada atrás de um lago

Diferente dos dois últimos destinos, as Torres del Paine estão localizadas no Chile. O parque nacional que as abriga possui 227 mil hectares e é uma reserva da biosfera reconhecida pela Unesco. A cidade mais próxima do parque é Puerto Natales, que fica a 120 quilômetros de distância.

O acesso ao parque se dá por vias terrestres, partindo de Puerto Natales o trajeto de carro ou ônibus pela rota 9 deve durar cerca de uma hora. Os destaques dessa trilha são os picos de granito das três torres: a Torre Sul com pico de 2.850 metros, a Torre Central atinge 2.800 metros e a Torre Norte chega a 2.600 metros. Além disso, as trilhas atravessam diferentes paisagens. O circuito W, por exemplo, atravessa estepes, bosques e geleiras.

Vale ressaltar que esses circuitos de trekking são bem mais longos que os anteriores: ao contrário dos argentinos, o tempo não é medido em horas, mas em dias. O W Clássico, rota mais famosa do parque, dura cerca de 5 dias e percorre entre 80 e 85 quilômetros. O parque possui hospedagem para os trekkers, que vão desde quartos compartilhados até uma experiência de camping premium. O clima na região pode mudar rapidamente, o que pode ser bastante arriscado. Informe-se e pesquise muito antes de encarar. Saiba mais.

Condoriri (Bolívia)

Lago azul-turquesa em primeiro plano, com margens rochosas e grama seca. Ao fundo, montanhas imponentes com picos nevados e encostas marrons sob um céu azul claro

Essa é apenas para o fortes e experientes. Localizado na Cordilheira Real, na Bolívia, em meio à Cordilheira dos Andes, o início do trekking fica a 60 quilômetros de La Paz, e o trajeto até a trilha dura entre 2h30 e 3h (de carro ou ônibus). As expedições costumam sair de La Paz pela manhã, ao chegar ao local da trilha, ainda tem mais 3,4 quilômetros a pé até chegar ao acampamento base das trilhas.

O acampamento fica às margens da lagoa Chiar Khota e as expedições costumam oferecer uma boa infraestrutura, com barracas e refeitórios. A depender da trilha escolhida – o ponto tem mais de um trajeto possível, a mais emblemática sendo a do Trekking Condoriri – a jornada pode durar entre 10 e 12 dias, mas o trekking chamado clássico costuma durar 3 dias. Vale lembrar também que esse percurso tem um desafio a mais: a trilha se dá a altitudes superiores a 4 mil metros, o que pode ser inviável para o turista médio.

Quem aguenta o tranco é recompensado com belas vistas panorâmicas, pois a altitude da cordilheira permite uma vista das montanhas Huayna Potosi e Illimani e do Lago Titicaca.

Fonte: viagemeturismo

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