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Sindicatos pedem suspensão de consignados de servidores em MT após Operação Fugazi

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Uma grande articulação sindical ingressou com uma nova ofensiva no Judiciário para proteger a renda do funcionalismo público mato-grossense após revelações de esquemas de fraude financeira. Oito entidades sindicais de classe solicitaram à Justiça o restabelecimento imediato da suspensão das cobranças de empréstimos consignados de servidores estaduais, a retomada da Ação Civil Pública coletiva e a continuidade da auditoria e revisão de todos os contratos vigentes em Mato Grosso. A petição fundamenta-se nos desdobramentos trazidos pela Operação Fugazi, deflagrada recentemente pela Polícia Federal.

A medida busca blindar o subsídio dos trabalhadores e interromper descontos em folha apontados como frutos de irregularidades operacionais e de cartão consignado.

Juiz da Vara de Ações Coletivas abre prazo de 10 dias para empresas rés

Diante da gravidade dos novos documentos anexados ao processo, o juiz titular da Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá acolheu o recebimento da petição e determinou a abertura de um prazo de 10 dias para que as empresas financeiras citadas se manifestem oficialmente. As instituições deverão responder sobre os novos elementos probatórios e sobre o pedido de reconsideração das medidas cautelares formulado pela bancada de sindicatos.

O requerimento conjunto foi assinado pelas lideranças da FESSP-MT, Sinpaig-MT, Sindes-MT, Sintema-MT, Sintesmat, Sintep-MT, Sinpol-MT e Sintap-MT, representando diversas categorias da administração direta e indireta.

Operação Fugazi da Polícia Federal reforça indícios de fraudes em consignados

Segundo a sustentação dos advogados das entidades, o fato de empresas como Capital Consig, Cartos, ClickBank, ABCCard e BemCartões figurarem formalmente como rés na ação coletiva ganha peso conclusivo após a eclosão da Operação Fugazi, deflagrada pela Polícia Federal no dia 15 de julho. A investigação federal apura um esquema estruturado de fraudes em operações de crédito consignado e desconto em cartão com prejuízos diretos a servidores ativos, aposentados e pensionistas.

Além de pedirem a reconcessão da liminar para congelar as cobranças e autorizar o Governo do Estado a concluir a checagem técnica dos contratos, os sindicatos requereram o compartilhamento formal das provas e mídias arrecadadas pela Polícia Federal para instruir a ação civil.

Os principais detalhes da ação e dos pedidos formulados pelas entidades foram resumidos na tabela a seguir:

Elemento da Ação Judicial Detalhamento do Requerimento Base do Pedido (PF) Entidades Autoristas
Medida Solicitada Suspensão de cobranças e revisão contratual de consignados Operação Fugazi da Polícia Federal (15 de julho) FESSP-MT, Sinpaig, Sindes, Sintema, Sintesmat, Sintep, Sinpol e Sintap
Empresas Envolvidas Capital Consig, Cartos, ClickBank, ABCCard e BemCartões Bloqueios de bens e buscas em MT, SP e RS Contratos de servidores e pensionistas de Mato Grosso
Despacho Judicial Prazo de 10 dias para manifestação das rés Análise do pedido de reconsideração de liminar Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá

Bloqueio de bens e apuração em Mato Grosso, São Paulo e Rio Grande do Sul

A Operação Fugazi cumpriu mandados de busca e apreensão, sequestro de bens e bloqueio de contas e ativos financeiros em endereços situados em Mato Grosso, São Paulo e Rio Grande do Sul. O objetivo da ação policial é estancar o vazamento de recursos e ressarcir os prejuízos causados às vítimas do sistema.

Conforme os sindicatos, a manutenção dos descontos sem a conclusão da checagem expõe os servidores a danos financeiros irreversíveis antes do julgamento final de mérito. Para acompanhar o desdobramento da ação dos consignados, notícias de servidores públicos e decisões da Justiça, acesse a página de notícias de Mato Grosso.

Reportagem baseada em petições conjuntas de entidades sindicais, despachos da Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá e comunicados operacionais da Polícia Federal na Operação Fugazi.

Fonte: cenariomt

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