Sim. O termo “hibernação” é usado para a longa soneca de animais “de sangue quente” (os endotérmicos , que autorregulam a temperatura do corpo), como ursos, morcegos e alguns roedores. No inverno, eles reduzem drasticamente o metabolismo, desacelerando a respiração e os batimentos cardíacos, e dependem da gordura estocada no verão para sobreviver.
No caso de alguns bichos de sangue frio (os ectotérmicos, que precisam do ambiente para regular a temperatura corporal), algo parecido acontece. Alguns répteis e anfíbios passam pela “brumação”, um estado de torpor mais leve do que a hibernação (o animal acorda de vez em quando para beber água, por exemplo).
Entre invertebrados, como insetos, a fase de soneca prolongada é chamada de “diapausa”.
As aves, seres de sangue quente, não hibernam – quando as temperaturas baixam, elas tendem a migrar em busca de um clima mais ameno e de alimentos. Mas há uma exceção notável: o noitibó-de-nuttal (Phalaenoptilus nuttallii), nativo da América do Norte, que consegue reduzir seu metabolismo e ficar parado por semanas ou meses. Na língua hopi, do povo indígena do estado do Arizona, a espécie é chamada de hölchko – algo como “dorminhoco”.
Fonte: abril





