Saúde

Meta usa Inteligência Artificial para decisões de demissão: entenda como

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2026

A Meta, dona do Facebook e do Instagram, demitiu cerca de 8000 pessoas, 10% do seu total de funcionários, este ano. E essas demissões podem ter sido decididas não por humanos, mas por um conjunto de algoritmos de IA. É o que afirma um grupo de 26 funcionários e ex-funcionários da empresa, que estão processando a Meta na Justiça dos EUA. 

“A Meta não montou a lista de demissões por meio do julgamento de gestores que conheciam o trabalho. Em vez disso, empregou uma constelação de sistemas próprios de inteligência artificial – incluindo um sistema conhecido internamente como ‘Metamate’, agentes de ‘segundo cérebro’ treinados pelos funcionários, dados de digitação e monitoramento de atividade e painéis de uso de tokens [ranking que mostra quanta IA cada empregado usou em seu trabalho]“, afirma o processo, cujos autores têm os nomes mantidos em segredo pela Justiça.

Segundo a acusação, o processo foi especialmente danoso para funcionários que estavam em licença médica, pois não levou isso em conta – os algoritmos simplesmente quantificaram a atividade de cada pessoa e escolheram quem iria ser demitido. É o caso dos 26 autores do processo, que haviam tirado alguma licença de 2024 para cá. 

Uma dessas pessoas é uma pesquisadora da empresa que teria sido demitida durante a licença maternidade, apenas dois dias antes do parto. Nos EUA, assim como no Brasil, isso é proibido pela legislação. 

As supostas demissões por IA podem representar uma nova onda de degradação das relações trabalhistas, já recentemente abaladas pela popularização das entrevistas de emprego por IA – nas quais, em vez de falar com um recrutador humano, o candidato é obrigado a “conversar” com um bot.  

Procurada pela mídia dos EUA, a Meta negou que tenha usado IA para decidir quem iria ser demitido. “As alegações carecem de mérito e não são baseadas em fatos. As decisões organizacionais e de gerenciamento da força de trabalho forma e são feitas por pessoas, não IA”, declarou a empresa ao site Ars Technica.

Fonte: abril

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aifabio

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