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ALMT discute autonomia da Ager e fiscalização de serviços públicos em Mato Grosso: o que está em jogo?

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2026

O fortalecimento da regulação e da fiscalização sobre as concessionárias que atuam no estado voltou ao centro dos debates na Assembleia Legislativa. Durante a sessão de quarta-feira (1º), parlamentares discutiram o Projeto de Lei Complementar nº 21/2026, que propõe alterações na estrutura da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (Ager).

O ponto principal do debate envolve a defesa da autonomia do órgão para fiscalizar os serviços públicos em Mato Grosso, garantindo que o atendimento à população em setores como transporte, saneamento e energia mantenha padrões de qualidade.

Emenda barra fiscalização privada feita pelas próprias concessionárias

O deputado estadual Wilson Santos (PSD) se posicionou contra o texto original enviado pelo Poder Executivo e declarou apoio a uma emenda supressiva ao projeto. A proposta do governo permitia que as próprias empresas concessionárias contratassem firmas privadas para realizar a fiscalização dos serviços que elas mesmas prestam.

Para o parlamentar e representantes dos servidores da agência, a medida retira a independência do processo e enfraquece o papel do Estado. O deputado defendeu que a Ager precisa manter e ampliar sua autonomia financeira, administrativa e funcional para proteger o bolso e os direitos do consumidor.

Renovação de concessão de energia sob críticas no Legislativo

Durante o discurso na tribuna, o deputado também criticou a prorrogação por mais 30 anos do contrato da distribuidora de energia elétrica que atua no estado, lembrando que a Assembleia Legislativa já havia se manifestado contra a renovação automática. Segundo ele, empresas de grande porte exigem uma fiscalização técnica rígida e totalmente isenta de pressões externas.

As principais frentes de discussão sobre o projeto de lei complementar foram divididas na listagem abaixo:

  • Independência técnica: Retirada do trecho que autoriza a contratação de auditorias privadas pelas próprias empresas reguladas;
  • Setores afetados: Manutenção do poder de polícia da Ager sobre rodovias pedagiadas, transporte intermunicipal, saneamento e energia;
  • Demandas dos servidores: Inclusão de garantias jurídicas e de condições de trabalho para os fiscais de carreira exercerem suas funções;
  • Retirada de pauta: Bloqueio temporário da votação do projeto para a abertura de rodadas de negociação com o governo.

Negociação e ajustes no texto do projeto

Devido aos impasses e aos protestos das categorias ligadas à regulação, o Projeto de Lei Complementar nº 21/2026 foi retirado da pauta de votações. O texto passará por reuniões de ajuste entre a equipe econômica do governo estadual, os deputados e a diretoria da agência antes de retornar ao plenário.

Os pontos centrais do impasse sobre o futuro da fiscalização foram consolidados na tabela abaixo:

Ponto do Projeto (PLC 21/2026) Proposta Inicial do Governo Mudança Defendida na ALMT
Modelo de Fiscalização Permissão para concessionárias contratarem empresas para autoauditoria. Exclusividade da Ager na fiscalização para evitar conflito de interesses.
Contratos de Longo Prazo Acompanhamento de concessões renovadas, como a de energia. Exigência de relatórios mais rígidos e punições por descumprimento de metas.
Carreira da Ager Mudanças administrativas nas rotinas de vistoria de campo. Garantia de estabilidade e autonomia funcional para os fiscais do Estado.

O desfecho da votação deve definir o nível de controle que o Estado terá sobre as tarifas e as metas de investimentos nos próximos anos. Os relatórios de fiscalização e as atas das reuniões técnicas sobre os serviços públicos em Mato Grosso podem ser consultados diretamente no portal oficial da agência reguladora e no sistema de trâmite legislativo de Mato Grosso.

Reportagem baseada em pronunciamentos oficiais em plenário e nas emendas protocoladas ao Projeto de Lei Complementar nº 21/2026 na Assembleia Legislativa.

Fonte: cenariomt

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