A eclosão de execuções sumárias ordenadas por lideranças faccionadas, a atuação de alas disciplinares do crime organizado e a violência armada em perímetros residenciais voltaram a mobilizar as forças de segurança pública na região Norte do estado. O tatuador e empresário Lia Perboni foi assassinado com uma rajada de pelo menos 10 disparos de arma de fogo na tarde de sábado (27 de junho), no interior de uma residência em Sorriso.
O atentado, que exibe características clássicas de execução sumária, também deixou uma segunda pessoa ferida por projéteis de arma de fogo no mesmo imóvel.
Criminosos invadem residência e realizam julgamento sumário contra tatuador
Os dados preliminares coligidos pelas equipes de plantão da Polícia Militar de Mato Grosso apontam que o imóvel foi invadido por um grupo de criminosos armados e encapuzados. De acordo com relatos fornecidos por testemunhas que presenciaram a investida, os executores encurralaram Lia Perboni e o submeteram a um interrogatório coercitivo — dinâmica tipificada no meio policial como “tribunal do crime”, promovido por facções que disputam o monopólio do tráfico na região do Médio Norte.
Fonte: cenariomt





