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Guia para Enfrentar as Crises dos 30, 40, 50 e 60 Anos com Equilíbrio

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2026

O mundo gira e a vida anda sempre para frente, caminhamos do passado para o futuro, certo dia nascemos e certo dia morreremos. É o ciclo da vida. E desde o momento que passamos a ter condição cognitiva, ainda que incipiente, tomamos conhecimento disso. Cada ano que passa é um ano a mais de vida, ou um ano a menos, a depender do ponto de vista.

Observamos que há certo descontentamento com as idades mais iniciais e com aquelas que se aproximam do fim da vida. A criança e o adolescente pleiteiam mais direitos que, obviamente, lhe são negados. Por isso e por outras razões gostariam muito de chegar logo à idade adulta. O idoso, por sua vez, daria tudo para retroceder no tempo, ainda que para isso tivesse que perder muitos direitos.

O tempo passa tão rápido que os motivos alegados por crianças e adolescentes logo fazem parte do passado, mas para o idoso as dificuldades do presente tendem a ser maiores no futuro. A alegria maior da vida adulta, no que se refere ao prazer da idade, sem qualquer preocupação com o que está por vir, dura apenas uma década, dos 20 aos 30 anos de idade.

É aí que começam as crises dos 30 e depois dos “enta” (40, 50, …). É quando ouvimos dizer, e até concordamos, que estamos mais experientes e mais sábios. O problema maior é que estamos caminhando nos trilhos do tempo, que é de sentido único. As placas das diversas estações nos mostram que além de mais experientes e mais sábios, estamos mais velhos.

Parece estranho porque, é verdade, perdemos mobilidade, ganhamos algumas dores, nosso corpo não é mais o mesmo, todavia nossa cabeça permanece jovem e mais experiente.

Somos uma mente jovem num corpo envelhecido, talvez a maior dissonância cognitiva do envelhecimento. Vivemos uma constante reação de luto pela perda da juventude, um permanente saudosismo do passado.

É certo que dos 20 aos 30 anos olhamos com otimismo para frente, enxergamos inúmeras possibilidades na vida; dos 30 aos 40 anos iniciam-se nossas preocupações e passamos a olhar para trás; dos 40 aos 50 surge, muitas vezes, uma angústia existencial, quando paramos para ver que o tempo passou, que talvez tenhamos feito pouco ou menos do que esperávamos ter feito; a partir dos 50 vem a pergunta do que se fez e o que se poderia ter feito, se ainda há tempo para correr atrás do prejuízo, o ninho começa a esvaziar-se e a finitude da vida, antes distante, parece aproximar-se.

A partir dos 60 anos, poucos planos fazemos para o futuro, porque mal olhamos para frente, só temos olhos para trás. Passamos a viver como se estivéssemos fazendo uma contagem regressiva, deixamos de ser os novos e a novidade, nosso valor social entra em queda e aos poucos nos tornamos descartáveis. É quando além das dores, chega a solidão.

Muitas vezes os pais já se foram, os filhos cresceram e seguiram seus caminhos. Os anos passam e a sensibilidade aos fatos da vida parece ser maior, a tristeza pela morte de um parente ou de um amigo contemporâneo é como se nos martelasse a mente com o aforismo: a vida não é eterna, tudo é passageiro.

Esta descrição é um trajeto comumente trilhado pelo ser humano que, até hoje, não aprendeu a envelhecer sem nenhum sofrimento, e precisamos aprender a diferenciar juventude de vitalidade.

A primeira vai se perdendo lentamente, caem nossas taxas hormonais, a elasticidade corporal diminui, deixamos de ser os mesmos de tempos atrás; a vitalidade, por sua vez, é a força que impulsiona nossa vontade de viver e nos mantém o bem-estar físico e mental, revigora o entusiasmo da existência. Saúde mental é aprender a envelhecer e isso se consegue quando não se força o rejuvenescimento do corpo, mas se procura manter a vitalidade da mente.

Fonte: primeirapagina

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