Cenário Político

Mauro lança pré-candidatura ao Senado defendendo revisão das leis e limites ao STF

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2026

O ex-governador Mauro Mendes lançou sua pré-candidatura ao Senado e afirmou que pretende defender uma ampla revisão da legislação brasileira, incluindo mudanças relacionadas à atuação do Supremo Tribunal Federal (STF).

Mauro retomou críticas que já fazia durante o mandato no governo de Mato Grosso sobre o que considera deficiências na legislação nacional. Desta vez, porém, apresentou-se como alguém que poderá atuar diretamente na formulação e alteração das leis.

“O país carece de uma revisão profunda na legislação brasileira para prestar um serviço melhor à sociedade. É com esse espírito que eu vou me apresentar e fazer um bom debate nos próximos dias de pré-campanha”, declarou.

O lançamento da pré-candidatura ocorreu nesta terça-feira (23), em Cuiabá, ao lado da esposa, Virginia Mendes. A ex-primeira-dama também deverá disputar uma vaga em Brasília, concorrendo ao cargo de deputada federal.

Durante os anos à frente do Executivo estadual, Mauro Mendes criticou repetidamente o que classifica como leis brandas, especialmente na área criminal. Defendeu, por exemplo, a revisão das audiências de custódia para presos por tráfico de drogas e a adoção de medidas mais rígidas contra integrantes de facções criminosas.

O ex-governador também se manifestou diversas vezes em favor de uma maior autonomia dos estados para estabelecer regras em determinadas questões penais. Segundo ele, a União não conhece as particularidades de cada região e, ao mesmo tempo, demora a promover atualizações na legislação.

No discurso de lançamento da pré-candidatura, Mauro ampliou o debate para o Judiciário. Declarou-se favorável ao impeachment de ministros que ultrapassem os limites de suas atribuições ou tenham envolvimento comprovado em crimes.

“Qualquer um que cometer uma infração devidamente comprovada, após o devido processo legal, tem que sofrer as consequências da lei. Seja presidente, governador ou ministro”, afirmou.

Em outro momento, também criticou o que considera uma atuação excessiva do Supremo em matérias criminais.

“Não é possível que o STF fique julgando se um traficante vai sair ou não da cadeia. Isso não é papel da Suprema Corte de nenhuma democracia evoluída. O Supremo tem que cuidar de princípios maiores da nossa Constituição”, disse.

Fonte: olivre.com.br

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