Fechada para restauração desde 2020, a Cripta Hohenzollern, na Catedral de Berlim, reabriu suas portas para visitantes. O mausoléu abriga os restos mortais da linhagem de governantes franco-prussianos, que exerceram um papel importante na história do continente europeu.
A catedral foi construída no início do século 20 e a cripta é o principal cemitério dinástico da Alemanha, e um dos mais importantes da Europa. Ao todo, são 91 sarcófagos datados de diferentes períodos – o mais antigo é do século 16 – e muitos são feitos em madeira, pedra ou metal, com influências de diferentes estilos arquitetônicos e artísticos.
Durante a Segunda Guerra Mundial, a catedral foi bombardeada pelas forças aliadas, danificando a edificação e levando à destruição quase total de alguns dos túmulos. A reconstrução no pós-guerra foi lenta, e modificou alguns dos aspectos originais do prédio – e também foi a última renovação antes da reforma iniciada em 2020.
A reforma
Realizada ao longo de quase seis anos, a reforma buscou aproximar o espaço da estrutura de um museu: a cripta agora tem um novo sistema de ventilação e ar-condicionado, que ajuda a preservar o que é guardado ali dentro, além de uma “sala educativa”. Neste espaço é possível encontrar telas sensíveis ao toque, onde os visitantes têm acesso a informações históricas como dados de mortalidade infantil no período da construção, e a cultura funerária da época.
Também são exibidos itens históricos, como objetos pessoais dos membros da dinastia, roupas, joias e informações bibliográficas sobre as pessoas enterradas na cripta. Na reforma, os túmulos também foram reorganizados em relação à forma como ficaram no pós-guerra, para refletir a disposição original em que foram colocados quando a catedral foi construída.
Para conhecer a cripta, uma visita guiada da catedral dá acesso tanto a esse espaço quanto à cúpula da igreja, com vista panorâmica da cidade. A entrada custa 15 euros.
A Catedral e a família Hohenzollern
A Catedral de Berlim, ou Berliner Dom, é um dos principais pontos turísticos da cidade. As cúpulas são a marca registrada da igreja protestante, com 114 metros de comprimento e 116 de altura. Além da cripta e da cúpula, outro destaque do templo é seu órgão, instrumento musical construído por Wilhelm Sauer, com mais de 7.200 tubos. A Berliner Dom também promove concertos ao longo do ano.
O prédio atual é relativamente recente: foi construído na virada do século 19 para o 20, projetado por Julius Raschdorff no estilo barroco, com elementos inspirados no Renascimento. A Catedral foi construída no lugar da antiga Domkirche (catedral, ou igreja matriz em alemão), julgada muito modesta pela família real.
A igreja foi construída durante o reinado de Guilherme II, membro da dinastia Hohenzollern e último imperador da Alemanha. Entre os membros da família, estão importantes governantes da Alemanha e Prússia, como Frederico Guilherme, conhecido como o “Grande Eleitor”, seu filho Frederico I (primeiro rei da Prússia) e Guilherme I (o primeiro Kaiser). O reinado da casa chegou ao fim com com Guilherme II, depois da Primeira Guerra Mundial, com a implementação da República de Weimar.
Fonte: viagemeturismo





