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Milão restaura mosaico do touro na Galleria Vittorio Emanuele II: Saiba mais sobre a renovação deste ícone histórico

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2026

A charmosa Galleria Vittorio Emanuele II está localizada no centro de Milão, a poucos passos do célebre Duomo. Além de sua arquitetura monumental, datada do século 19, o local abriga uma das tradições mais conhecidas – e curiosas – da cidade: o ritual de girar o calcanhar sobre o testículo do touro representado em um mosaico no piso da galeria.

À primeira vista, o costume pode causar estranhamento. Há gerações, porém, visitantes de todo o mundo friccionam o calcanhar sobre essa parte do mosaico e giram três vezes, em um ritual associado à boa sorte e à promessa de retornar a Milão.

Por conta das quase infinitas pisadas, o mosaico precisou ser restaurado em razão do desgaste. Houve até quem criticasse que, na nova versão, os testículos acabaram ficando pequenos demais, o que pode dificultar a vida de quem quer repetir o gesto no futuro.

Conheça mais detalhes sobre a origem da tradição e o processo de restauração.

Mosaico de um touro branco empinado sobre um escudo azul claro, com borda marrom e preta. O touro tem chifres, cauda enrolada e um órgão genital vermelho visível

A história por trás da tradição

Instalado no octógono central da galeria, o mosaico representa o touro rampante, símbolo de Turim. A cidade era a capital do Reino da Itália quando teve início, na década de 1860, a construção da galeria.

O significado do gesto, contudo, admite diferentes interpretações. Segundo a crença mais difundida, girar sobre o mosaico do touro traz boa sorte e prosperidade. Outra versão sustenta que o ritual garante ao visitante a oportunidade de retornar futuramente a Milão — prática semelhante ao lançamento de moedas na Fontana di Trevi, em Roma.

Há, ainda, uma interpretação ligada à rivalidade histórica entre as duas cidades: o ato de os milaneses pisotearem a parte mais íntima do touro teria surgido como uma forma de insulto ou provocação dirigida a Turim, especialmente durante o período de intensa competição política e cultural entre as duas metrópoles do norte italiano.

Por dentro da restauração

Originalmente, o mosaico foi produzido com pequenos ladrilhos de mármore rosa, seguindo as técnicas e os desenhos característicos do século 19. Mas, devido à popularidade da tradição, a região correspondente aos testículos do touro precisa passar, de tempos em tempos, por manutenções.

Mosaico de chão com um touro branco empinado sobre um fundo azul, contornado por uma borda bege e preta, em um piso de ladrilhos brancos

A intervenção mais recente, concluída em maio de 2026, foi conduzida pelo especialista em restauração Gianluca Galli. Dessa vez, porém, o movimento constante dos calcanhares dos turistas havia formado uma pequena cratera, de aproximadamente 2,5 centímetros de profundidade, transformando os ladrilhos de mármore em pó.

Durante a restauração, Galli cortou manualmente as novas peças de pedra, respeitando os desenhos originais do período oitocentista. E, com o objetivo de aumentar a resistência da obra, a argamassa de cal e areia foi substituída por resinas epóxi, material mais durável diante da pressão a que a obra é submetida. O trabalho minucioso levou cerca de quatro dias para ser concluído e teve um custo estimado de cinco mil euros.

Fonte: viagemeturismo

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