O deputado federal José Medeiros (PL) protocolou uma representação junto à Polícia Federal, solicitando a abertura de investigação para apurar possíveis vínculos entre integrantes de facções criminosas e estruturas da administração pública federal.
No documento encaminhado à direção-geral da PF, o parlamentar pede a apuração de eventuais contatos, favorecimentos institucionais, influência política ou utilização de órgãos públicos por integrantes, associados ou intermediários ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV).
A representação também solicita a análise de possíveis acessos indevidos a repartições federais e a eventual participação de agentes públicos, ex-agentes públicos, assessores, operadores políticos ou terceiros em ações que possam ter beneficiado interesses das organizações criminosas.
Ao justificar o pedido, Medeiros afirma que a expansão das facções criminosas representa um dos principais desafios para a segurança pública no país. Segundo o parlamentar, relatórios de inteligência, estudos e operações policiais têm apontado o avanço territorial e financeiro desses grupos, que atuam em atividades como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e contrabando.
No requerimento, o deputado argumenta que a fiscalização da administração pública integra as atribuições do mandato parlamentar e defende a apuração de fatos que possam comprometer a confiança nas instituições públicas.
Entre os elementos citados para fundamentar a solicitação estão declarações prestadas em acordos de colaboração premiada, interceptações telefônicas realizadas em investigações da Polícia Federal e casos divulgados publicamente envolvendo o acesso de pessoas posteriormente associadas ao crime organizado a órgãos federais.
Além da instauração de procedimento investigativo, Medeiros pede que sejam analisados eventuais vínculos entre integrantes das facções e órgãos da União. O parlamentar também solicita que informações sejam compartilhadas com o Ministério Público Federal caso sejam identificados indícios de irregularidades administrativas ou crimes.
Fonte: Olhar Direto





