Uma operação de patrulhamento fluvial no Rio Paraguai, em Cáceres (225 km de Cuiabá), terminou com a apreensão de aproximadamente 130,5 kg de pescado ilegal, duas embarcações com motores de popa e uma rede de pesca proibida, além da prisão em flagrante de um homem. A ação, realizada entre a noite desta terça-feira (9) e a madrugada desta quarta-feira (10), uniu equipes da 1ª Companhia Independente de Polícia Militar de Proteção Ambiental e o Grupo Especial de Fronteira (GEFRON).
De acordo com o boletim de ocorrência, os policiais avistaram duas embarcações atracadas à margem do rio durante o patrulhamento noturno. Ao perceberem a aproximação da fiscalização, cerca de cinco indivíduos fugiram em direção à mata. Parte da equipe permaneceu nos barcos, garantindo a segurança, enquanto os demais fizeram buscas na região, conseguindo localizar e abordar um homem, que informou estar realizando o transporte do pescado. Os outros suspeitos não foram encontrados.
Na vistoria, as equipes constataram que os infratores utilizavam embarcações com motores de alta velocidade. O primeiro barco, uma semi chata Pronautica de 6 metros com motor Yamaha 40 HP, continha 16,5 kg de pintado, 4 kg de dourado e exemplares de pacu. Já o segundo, modelo Marajó 19 com motor Yamaha 115 HP, armazenava mais 4 kg de dourado, pacu, pacupeva e um bagre, além de uma rede de pesca tipo malhadeira de aproximadamente 25 metros.
Ao todo, foram apreendidos 82 kg de pacu, 24 kg de pacupeva, 16,5 kg de pintado e 8 kg de dourado. Conforme os agentes, muitos peixes apresentavam marcas de malhagem, evidência da captura por rede, que tem uso proibido na Bacia Hidrográfica do Paraguai.
A ocorrência apontou ainda que o pintado e o dourado estão com a captura, o transporte e a comercialização proibidos pela legislação estadual vigente. Além disso, parte dos exemplares de pacu estava abaixo da medida mínima permitida.
O homem abordado foi conduzido do Ancoradouro da Sicmatur até a sede da Polícia Ambiental em Cáceres, onde foi autuado em flagrante. Todo o material permanece apreendido. O caso foi classificado como um triplo crime: pesca proibida mediante utilização de petrecho não permitido, transporte irregular de pescado e posse de espécimes de pesca proibida.
Fonte: leiagora





