Saúde

Diagnóstico precoce da Esclerose Múltipla: como estabilizar a progressão da doença

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2026

A esclerose múltipla é uma doença neurológica crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 2,8 milhões de indivíduos vivem com a condição, sendo aproximadamente 40 mil no Brasil.

Apesar de não haver cura, especialistas destacam que o diagnóstico precoce é fundamental para estabilizar a progressão da doença. Avanços recentes em medicamentos e terapias têm contribuído para reduzir a atividade inflamatória e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

Neste sábado (30), é lembrado o Dia Mundial da Esclerose Múltipla. Dados da OMS indicam que o número de casos tem crescido gradualmente, com predominância entre mulheres. De acordo com a Federação Internacional de Esclerose Múltipla (MSIF), uma nova pessoa recebe o diagnóstico da doença a cada cinco minutos no mundo.

O que é a esclerose múltipla

A esclerose múltipla é uma das doenças mais comuns do sistema nervoso central, afetando cérebro e medula espinhal. A condição pode comprometer funções motoras, visuais, cognitivas e sensoriais, atingindo principalmente adultos jovens.

O Ministério da Saúde informa que a doença é mais frequente entre os 20 e 50 anos, com pico por volta dos 30 anos, sendo mais rara fora dessa faixa etária. Também há maior incidência entre mulheres.

Segundo especialistas, a doença ocorre quando o sistema imunológico passa a atacar estruturas do próprio organismo, especialmente a mielina, responsável pela condução dos impulsos nervosos.

Sintomas e diagnóstico

Os sintomas da esclerose múltipla podem variar e surgir de forma intermitente, o que pode atrasar a busca por atendimento médico. Entre os sinais mais comuns estão fadiga intensa, alterações visuais, formigamento, fraqueza muscular, desequilíbrio, dificuldades motoras e alterações urinárias.

Profissionais de saúde alertam que sintomas persistentes não devem ser ignorados. O reconhecimento precoce é essencial para evitar a progressão silenciosa da doença e iniciar o tratamento adequado o quanto antes.

Especialistas ressaltam que muitos pacientes convivem por meses ou anos com sinais neurológicos sem diagnóstico correto, o que pode comprometer a resposta ao tratamento.

Tratamento e acesso no SUS

Embora a esclerose múltipla não tenha cura, o tratamento contínuo pode controlar os sintomas e reduzir surtos da doença. No Brasil, o Ministério da Saúde garante, por meio de protocolo clínico, o diagnóstico e o fornecimento gratuito de medicamentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Para ter acesso ao tratamento, o paciente precisa passar por avaliação médica, geralmente com neurologista, que solicita exames e emite a documentação necessária para liberação dos medicamentos em farmácias de alto custo.

Fonte: cenariomt

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