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Fabinho Tardin protesta contra Energisa por suspensão de atendimento presencial em Várzea Grande: entenda a polêmica

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2026

A tribuna da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) voltou a ser palco de duras cobranças contra os serviços prestados pela concessionária de energia elétrica do estado nesta quarta-feira (27).

O deputado estadual Fabinho Tardin (Podemos) subiu ao plenário para protestar contra a Energisa, acusando a empresa de promover um desmonte no modelo de atendimento presencial voltado aos consumidores do município de Várzea Grande.

O parlamentar denunciou que a concessionária vem substituindo de forma impositiva os canais físicos e humanizados por ferramentas exclusivamente digitais. Segundo Tardin, a medida ignora a realidade socioeconômica local e impõe severas barreiras de acesso aos direitos do consumidor.

Fim de posto no Cristo Rei obriga deslocamentos exaustivos

Em seu pronunciamento técnico, o deputado detalhou as recentes mudanças estruturais promovidas pela Energisa na Cidade Industrial, destacando o impacto direto no cotidiano das comunidades mais afastadas:

  • Fechamento Definitivo: A concessionária extinguiu o posto de atendimento físico que operava dentro do Ganha Tempo do bairro Cristo Rei, um dos maiores e mais populosos eixos habitacionais de Várzea Grande;

  • Centralização e Digitalização: A única agência remanescente na região central do município foi convertida em um modelo de guichê digital (totens de autoatendimento), esvaziando a presença de atendentes humanos;

  • Logística Penalizadora: Usuários residentes em bairros periféricos e na zona rural, como o Sadia III e o Capão Grande, agora enfrentam o ônus financeiro e de tempo de cruzar a cidade apenas para realizar trâmites burocráticos elementares, como a mera impressão de uma segunda via de fatura de consumo.

Faturamento bilionário versus exclusão digital de idosos

Fabinho Tardin classificou a estratégia da empresa como contraditória e incoerente, traçando um paralelo entre a saúde financeira da concessionária e a precarização do serviço na ponta.

“Estamos falando de uma empresa com faturamento bilionário e que acabou de assegurar a renovação de sua concessão pública por mais 30 anos. Manter esse modelo de exclusão digital é não atender adequadamente a nossa gente. Os idosos e os moradores das comunidades rurais são os mais penalizados, pois muitos não possuem letramento digital ou acesso a smartphones e internet de qualidade para navegar em aplicativos de celular”, asseverou o deputado.

Lei estadual garante fatura física e requerimento exige explicações

Como desdobramento jurídico da cobrança, o parlamentar relembrou a vigência da Lei nº 13.156/2025, de sua autoria. O dispositivo legal assegura de forma compulsória o direito de consumidores idosos em Mato Grosso receberem suas faturas de energia em formato impresso e físico em suas residências, sempre que houver manifestação ou solicitação do titular da conta.

Para frear o avanço do fechamento de agências, Tardin protocolou formalmente um novo requerimento de convocação de informações na Mesa Diretora da ALMT. O documento exige que a diretoria da Energisa preste esclarecimentos oficiais detalhados sobre as justificativas técnicas adotadas para a supressão do atendimento presencial em Várzea Grande e apresenta um indicativo para que a empresa execute um plano de reestruturação com a reabertura imediata de postos de triagem humana na microrregião do Cristo Rei.

Fonte: cenariomt

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