A história da Biomê começa nas profundezas da Amazônia e ganha forma em Cuiabá, onde a madeira de manejo sustentável é transformada em móveis orgânicos, artesanais e carregados de identidade brasileira. Fundada com a proposta de ressignificar a floresta por meio do uso responsável da matéria-prima, a marca mato-grossense levou essa essência ao maior evento de design e mobiliário do mundo: o Salone del Mobile 2026, realizado entre os dias 21 e 26 de abril, em Milão, na Itália.
A participação da Biomê reforçou a presença do design brasileiro no cenário global. A marca integrou a comitiva organizada pela Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel), em parceria com a ApexBrasil, reunindo mais de 70 empresas nacionais em um dos principais encontros mundiais do setor.
Mais do que apresentar móveis, a Biomê levou a Milão um conceito baseado em memória, sustentabilidade e conexão com a natureza. Cada peça produzida pela empresa nasce da valorização da matéria-prima amazônica e do trabalho artesanal, transformando madeira que seria descartada em mobiliário de alto padrão.
“Nossa jornada começa nas profundezas da Amazônia, por isso criamos móveis com alma, peças que carregam identidade, conforto e design inspirados na natureza”, destaca Marcelo Aquino, um dos fundadores da Biomê.
Entre os destaques exibidos no evento esteve a peça Mara Duo, produzida em Cedro Mara (Cedrelinga cateniformis), uma das madeiras mais valorizadas do mundo pela resistência, estabilidade e beleza natural. Esculpido em uma única prancha, o móvel combina design orgânico, acabamento artesanal e funcionalidade, que revela a alma da floresta amazônica.
A escolha da matéria-prima também carrega um compromisso ambiental. Segundo a Biomê, todo o processo envolve manejo florestal sustentável, inventários de monitoramento e mapeamento das árvores remanescentes para garantir a preservação da espécie e o fluxo natural de sementes.
A participação brasileira no Salone del Mobile também refletiu uma mudança no mercado internacional de design. Em 2026, o evento reforçou tendências ligadas à criação de ambientes mais conectados à experiência, ao conforto e à origem dos materiais. Nesse cenário, o Brasil apareceu como referência ao apresentar produtos que unem inovação, sustentabilidade e identidade cultural.
Por meio de suas redes sociais, a Abimóvel pontua que estar em eventos internacionais deixou de ser apenas uma vitrine comercial e passou a integrar uma estratégia de longo prazo para consolidar o mobiliário brasileiro como símbolo de valor, autenticidade e sofisticação no mercado global.
“O pós-Salone deixa, assim, um panorama objetivo para o setor: estar nos grandes circuitos internacionais não é um gesto pontual de promoção, é parte de uma estratégia de longo prazo para que o design e a indústria brasileira sejam reconhecidos por aquilo que conseguem construir juntos – produto, valor, imagem, mercado e futuro”, escreve.
Ao fim da edição deste ano, o Salone del Mobile reforçou seu papel como um espaço de troca cultural e experimentação criativa, reunindo marcas e profissionais interessados em discutir o futuro da habitação, do design e da relação entre estética e sustentabilidade.
Fonte: primeirapagina




