Projeto de Etnoturismo mato-grossense disputa premiação nacional da Fundação BB
Votação popular pode consagrar a metodologia de posicionamento do etnoturismo criada pelo Sebrae/MT, como a melhor Tecnologia Social do país
Atualização
A “Metodologia de Formatação e Posicionamento de Mercado do Etnoturismo”, desenvolvida pela regional Noroeste do Sebrae/MT (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Mato Grosso), é finalista no 13º Prêmio de Fundação BB de Tecnologia Social. A partir de agora, o melhor projeto será escolhido por meio de votação popular, que segue até o próximo dia 22, de forma gratuita, pelo link: https://transforma.fbb.org.br/votacao-popular.
Para participar basta procurar a categoria “Desafio BB Fundação anos” em que o projeto está inscrito como e clicar no botão votar. Em seguida, precisa clicar em primeiro acesso e fazer breve pré-cadastro, após, pode finalizar a votação.
O conjunto de ações empreendedoras no âmbito enoturístico tem impulsionado o desenvolvimento sociocultural do povo Haliti-Paresi, ao transformar a cultura, gastronomia, natureza, vivências e a identidade destas comunidades ancestrais, em experiências autênticas e sustentáveis. A ação promove a transformação cinco cidades da região Noroeste, entre elas: Campo Novo do Parecis, Tangará da Serra, Sapezal, Barra do Bugres e Brasnorte.
Para a diretora-superintendente do Sebrae Mato Grosso, Lélia Brun, a iniciativa converte os saberes tradicionais em oportunidades econômicas responsáveis, ao valorizar os povos originários de Mato Grosso. “O etnoturismo tem contribuído efetivamente com o reconhecimento das potencialidades das oito aldeias participantes, fortalecido a sua cultura e consciência socioambiental, processo fundamental para o desenvolvimento sustentável”, diz.
A partir de um diagnóstico minucioso, as comunidades estabeleceram a oferta turística, estruturaram a visitação com destinos exclusivos, de modo a proporcionar uma experiência única pelo contato com a exuberância natural e riqueza cultural inigualável.
“A metodologia promove a igualdade étnico-racial, além de desenvolver a autonomia socioeconômica dos povos originários, por meio do empreendedorismo baseado na valorização das relações coletivas que fundamentam a vida nas aldeias. Ao reconhecer e respeitar os modos de organização indígena, o etnoturismo torna-se um recurso de valorização cultural, preservação territorial e geração de renda com equidade”, esclarece Lélia Brum.

O cacique da aldeia Wazare, Roni Paresi, afirma que a tecnologia social transformou a realidade da sua comunidade para melhor. “Eu peço o seu voto para a Metodologia de Formatação e Posicionamento de Mercado do Etnoturismo. O Sebrae Mato Grosso merece esse prêmio e outros povos originários do Brasil merecem esse projeto”, relata.
A cerimônia do 13º Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social ocorre no dia 29 de maio, em Brasília/DF, ocasião em que serão anunciados os vencedores de cada categoria.
Processo transformador
O trabalho desenvolvido nestas aldeias indígenas foi fundamentado em instrução normativa da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e nos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS’s), bem como nas vivências reais destes povos originários. A metodologia foi desenvolvida a partir de eixos estruturantes como: a oferta de atrativos, o desenvolvimento aliado à preservação ambiental, o fluxo de mercado ao prever a capacidade de suporte para turistas e a perspectiva econômica como retorno estrutural para as comunidades.
O gerente da regional Noroeste do Sebrae/MT, Wlademir Alves, ressalta que a metodologia é viva e pode ser adaptada à realidade de diferentes territórios e etnias do Brasil, sempre respeitando as vocações e a autonomia das comunidades. O reconhecimento alcançado com o Prêmio da Fundação BB de Tecnologia Social fortalece o estado como referência nacional em etnoturismo e amplia a visibilidade de um trabalho que une preservação cultural, inclusão produtiva e desenvolvimento econômico sustentável.
“Para o Sebrae Mato Grosso, ser finalista do Prêmio Fundação Banco do Brasil representa muito mais do que um reconhecimento institucional. É a validação de uma construção coletiva feita junto às comunidades indígenas, baseada no respeito à cultura, à identidade e ao protagonismo dos povos originários. A metodologia de formatação de produto e acesso ao mercado do etnoturismo indígena nasce justamente dessa escuta do território, olhando para o empreendedorismo como ferramenta de desenvolvimento sustentável e geração de oportunidades dentro das aldeias”, destaca
Resultados reais
A “Metodologia de Formatação e Posicionamento de Mercado do Etnoturismo” vem sendo aplicada desde 2022 e no ano passado resultou em um faturamento de mais de R$ 2 milhões para as aldeias que integram o projeto empreendedor do etnoturismo. O Sebrae Mato Grosso atua de forma sistêmica neste processo e acompanha a evolução dos resultados e suas relações socioculturais, ambientais e econômicas.
Ao se tornar finalista na categoria, o projeto já recebe um aporte de R$ 65 mil, destinado ao fortalecimento e à ampliação das ações. O Prêmio de Fundação BB de Tecnologia Social destinará até R$ 6 milhões para 40 iniciativas, incluindo recursos em dinheiro e apoio aos projetos vencedores.
Fonte: Sebrae




