A Operação Lei Seca realizada entre os dias 9 e 10 de maio resultou na prisão de 19 condutores por embriaguez ao volante em Mato Grosso. As ações ocorreram em Cuiabá e Alta Floresta, conforme balanço divulgado pelo Gabinete de Gestão Integrada (GGI), vinculado à Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT). Segundo os órgãos envolvidos na fiscalização, os motoristas presos apresentaram índice superior a 0,33 miligrama de álcool por litro de ar expelido, limite que configura crime de trânsito pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
Ao longo das abordagens, as equipes fiscalizaram 371 veículos e aplicaram 383 testes de alcoolemia. Conforme apurado pela reportagem junto ao balanço oficial da operação, 201 Autos de Infração de Trânsito (AITs) foram emitidos durante as ações realizadas nas duas cidades.
Fiscalizações concentraram ações em bairros de Cuiabá e Alta Floresta
Na capital, as barreiras da Operação Lei Seca foram montadas nos bairros Santa Cruz, Jardim dos Pássaros e Araés. Já em Alta Floresta, a fiscalização ocorreu na Avenida Ludovico da Riva Neto, um dos principais corredores urbanos do município.
Do total de veículos abordados, 129 foram autuados e 101 removidos aos pátios credenciados, sendo 76 carros e 25 motocicletas. As infrações mais registradas incluíram:
- 46 autuações por dirigir sob efeito de álcool;
- 25 recusas ao teste do bafômetro;
- 22 casos de motoristas sem habilitação;
- 60 irregularidades relacionadas à documentação dos veículos.
O que diz a legislação sobre embriaguez ao volante
Pelo artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro, conduzir veículo com capacidade psicomotora alterada em razão da ingestão de álcool é considerado crime de trânsito. A pena prevista inclui detenção de seis meses a três anos, além de multa e suspensão ou proibição do direito de dirigir.
A legislação brasileira também prevê penalidades administrativas para quem se recusa a realizar o teste do etilômetro durante uma blitz da Operação Lei Seca. Nesses casos, o motorista pode receber multa gravíssima, ter a CNH suspensa e o veículo removido.
Força-tarefa reúne diferentes órgãos de segurança
A operação é coordenada pelo Gabinete de Gestão Integrada (GGI) e conta com participação da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT), Politec, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo.
Segundo nota oficial da Secretaria de Segurança Pública, as fiscalizações têm como foco reduzir acidentes provocados pela combinação entre álcool e direção, especialmente nos fins de semana, quando há maior fluxo noturno nas vias urbanas.
A população pode denunciar motoristas em situação de risco por meio dos canais oficiais das forças de segurança. A orientação das autoridades é que condutores utilizem transporte por aplicativo, táxi ou motoristas da rodada após o consumo de bebidas alcoólicas.
Reportagem baseada em dados divulgados pelo Gabinete de Gestão Integrada (GGI) e Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso.
Fonte: cenariomt




