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Governo firma parceria público-privada para ampliar e administrar Hospital Regional

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2026

Com objetivo de otimizar a saúde pública, nesta segunda-feira (11) foi apresentado o plano de execução da Parceria-Público-Privada (PPP) que irá ampliar o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, e alterar a gestão do local.

Com contrato de 30 anos, a assinatura foi realizada na governadoria, firmando a parceria do investimento de R$ 7,3 bilhões, sendo considerado o maior da história em saúde pública no estado, conforme o governo.

“O melhor modelo encontrado foi, depois de muito tempo estudando as diversos modelos, uma PPP, que envolvesse a ampliação do hospital, a construção, a parte estrutural, física, a modernização desse hospital, não só do ponto de vista de equipamento, do ponto de vista da sua estrutura, mas do ponto de vista da gestão”.

Eduardo Riedel, governador de Mato Grosso do Sul

A parceria de gestão dos serviços não assistenciais foi firmada com a Concessionária Inova Saúde MS, subsidiária da Construcap, e possui duração prevista de 30 anos, com 8 meses de prazo para a empresa se preparar. A proposta, de R$ 15,9 milhões mensais, ocorreu durante leilão realizado em dezembro de 2025, na sede da B3, em São Paulo (SP), e contou com outros quatro concorrentes do pregão.

Conforme o governo, não se trata de uma privatização. Na PPP, a prestação de serviço é transferida em iniciativa privada por um prazo determinado, sob fiscalização do Estado, que neste caso é de 30 anos.

Novas responsabilidades

Conforme o governo, a empresa terá dois anos para concluir obras de expansão, e reforma das estruturas já existentes serão realizadas em mais dois anos.

As atribuições do Inova Saúde MS serão recepção, limpeza e jardinagem, vigilância, portaria e estacionamento, lavanderia e rouparia, manutenção predial e engenharia clínica, central de material esterilizado, nutrição e dietética, esterilização, logística de almoxarifado e farmácia, transporte, necrotério, serviço de arquivo médico, estatística e faturamento, gases medicinais e utilidades, aquisição de insumos e dietas e apoio ao serviço de atendimento domiciliar.

Segundo Vinicius Marcus Battistella, diretor superintendente de operações, a operação terá períodos de responsabilidade compartilhada com o estado, no período de implantação da PPP:

“Após esses 8 meses, a gente vai assumir todos os serviços não assistenciais de forma assistida, excetuando logística farmacêutica, manutenção predial, engenharia clínica e TI, que ainda continua na mão do Estado. Após 20 meses, a gente vai assumir a logística farmacêutica e a compra de medicamentos, e com um ano depois a gente assume o resto das áreas no bloco novo, começando o retrofit do bloco velho.
Quando esse retrofit terminado, a gente vai assumir todas as áreas de todos os blocos, isso quer dizer que a gente ainda vai conviver com um pedaço de responsabilidade do estado. Aí por isso que é uma operação assistida até a operação plena a ser colocada, e uma parte da PPP, mas visando sempre o melhor e a melhor eficiência para o cidadão sul-mato-grossense.”

Vinicius Marcus Battistella, diretor superintendente de operações

Fonte: primeirapagina

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