Mato Grosso

Pivetta não comenta sobre operação envolvendo emendas e confia na Justiça, declarações em vídeo

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) adotou tom de cautela ao comentar a Operação Emenda Oculta, deflagrada pelo Ministério Público de Mato Grosso para apurar o (]*rel=”)noopener(“[^>]*>)suposto desvio de emendas parlamentares destinadas a institutos privados ligados a agentes políticos. Questionado sobre o caso, o chefe do Executivo evitou fazer avaliações e afirmou que aguarda o avanço das investigações antes de se manifestar.

“Não cabe a mim fazer comentários prognósticos, ouvi falar pela imprensa e confio na justiça e nas nossas forças da segurança que fazem a investigação. Tem um órgão especial para tratar destes casos, não vou me manifestar até o desfecho e conhecer os fatos”, declarou Pivetta. Questionado ainda mais diretamente sobre o fato de um aliado político ter destinado emenda para o instituto envolvido na operação, como o deputado Diego Guimarães (Republicanos), Pivetta foi objetivo: “Nada a declarar”.

A operação foi deflagrada no dia 30 de abril pelo Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), do Ministério Público, com apoio da Polícia Civil e da Controladoria-Geral do Estado. Durante as diligências, foram cumpridas medidas de busca e apreensão domiciliar, pessoal e veicular relacionadas a oito pessoas físicas e jurídicas. Os investigadores apreenderam cerca de R$ 200 mil em dinheiro, além de celulares, notebooks e documentos. A Justiça também autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal, além da indisponibilidade de bens e bloqueio de valores dos envolvidos.

Entre os alvos da operação estão o deputado estadual Elizeu Nascimento (Novo) e o vereador por Cuiabá Cezinha Nascimento (União). Conforme apurado pelo Leiagora, foram localizados R$ 150 mil na casa de Elizeu e R$ 50 mil na residência de Cezinha.

As investigações apuram se emendas parlamentares foram direcionadas ao Instituto Social Mato-Grossense (Ismat) e ao Instituto Brasil Central (Ibrace) e, posteriormente, repassadas à empresa Sem Limite Esporte e Evento LTDA. A suspeita é de que parte dos recursos retornasse aos parlamentares responsáveis pela indicação das emendas.

Apesar de os principais alvos da operação serem Elizeu e Cezinha, outros nomes passaram a aparecer no entorno político do caso por terem destinado emendas ao Ismat. Entre eles está o deputado estadual Diego Guimarães, do Republicanos, mesmo partido de Pivetta. Até o momento, Diego não foi apontado oficialmente pelo Ministério Público como alvo da operação. Levantamentos publicados pela imprensa indicam apenas que ele esteve entre os parlamentares que destinaram recursos ao instituto investigado.

A postura de Pivetta busca evitar uma antecipação de juízo em um caso que ainda tramita sob sigilo e que pode gerar desgaste político dentro da Assembleia Legislativa e entre partidos da base. Ao dizer que confia na Justiça e nas forças de segurança, o governador tenta manter distância institucional da investigação, especialmente diante da possibilidade de que novos desdobramentos alcancem outros agentes públicos.

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Fonte: leiagora

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