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Tribunal de Justiça nega viagem de promoter para evento de aniversário de Sorriso

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2026

– O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) negou o pedido do promotor de eventos e ex-servidor da Câmara de Cuiabá Rodrigo de Souza Leal para viajar a Sorriso, onde pretendia trabalhar em um evento de aniversário do município.

Condenado a 10 anos e 9 meses de prisão por associação criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção ativa, Rodrigo cumpre pena em regime semiaberto com uso de tornozeleira eletrônica.

A decisão foi assinada pelo desembargador Paulo Sérgio Carreira de Souza e publicada na segunda-feira (15).

Ao rejeitar o pedido, o magistrado destacou que Rodrigo não apresentou documentos que comprovassem a necessidade da viagem para fins profissionais. Segundo ele, apenas a alegação verbal não basta para justificar a flexibilização das medidas impostas pela Justiça.

“A mera alegação desacompanhada de prova documental é insuficiente […] sobretudo em processo que envolve condenação por crimes de organização criminosa e lavagem de capitais, delitos de elevada gravidade e que, por sua própria natureza, demandam cautela redobrada deste Juízo”, afirmou.

O desembargador também lembrou que, em janeiro deste ano, Rodrigo chegou a obter autorização para participar de um evento religioso, mas naquela ocasião apresentou documentação comprobatória.

Na nova decisão, o magistrado reforçou que a gravidade dos crimes e a falta de comprovação mínima da atividade profissional exigem maior rigor na análise.
“Ante o exposto, indefiro o pedido de autorização de viagem formulado por Rodrigo de Souza Leal”, concluiu.

Condenação na Operação Ragnatela

Rodrigo Leal foi alvo da Operação Ragnatela, deflagrada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) em junho do ano passado.

As investigações apontam que o grupo utilizava casas noturnas e a realização de shows nacionais para lavar dinheiro do tráfico de drogas. Entre os estabelecimentos citados está o antigo Dallas Bar.

Segundo a investigação, o esquema seria liderado por Joadir Alves Gonçalves, conhecido como “Jogador”. O dinheiro obtido com o tráfico seria investido na compra de casas noturnas e na promoção de eventos.

Os valores passariam por Willian Aparecido da Costa Pereira, o “Gordão”, apontado como proprietário do antigo Dallas Bar. Depois, o montante seria transferido aos promotores de eventos Rodrigo Leal e Jardel Pires para custear shows realizados no Dallas e em outras casas noturnas.

Em setembro de 2024, a Ficco deflagrou a segunda fase da operação, batizada de Pubblicare. O principal alvo foi o ex-vereador de Cuiabá Paulo Henrique, acusado de atuar na liberação de licenças para eventos em casas noturnas em troca de vantagens financeiras.

Fonte: odocumento

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