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Lista de Extinção no Brasil: 100 Novas Espécies de Peixes e Invertebrados são Incluídas

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2026

A Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção para peixes e invertebrados aquáticos foi atualizada nesta terça-feira (28) pelo governo federal. A revisão, iniciada em 2024, incorporou 100 novas espécies e retirou outras 100 da classificação, mantendo o total de 490 espécies avaliadas.

O levantamento inclui peixes, arraias, tubarões, estrelas-do-mar e diversas outras espécies que habitam ambientes marinhos e continentais do Brasil. Todas foram analisadas quanto ao risco de extinção e classificadas nas categorias Vulnerável (VU), Em Perigo (EN) e Criticamente em Perigo (CR), conforme critérios técnicos internacionais.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, a atualização resulta de um processo técnico abrangente, que envolveu especialistas do governo, instituições científicas, sociedade civil e representantes do setor produtivo.

Segundo o ministro João Paulo Capobianco, o objetivo central da revisão é fortalecer ações de conservação e recuperação das espécies mais pressionadas por atividades humanas e mudanças ambientais.

A nova lista substitui a versão de 2014 e segue parâmetros da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), que considera fatores como tamanho populacional, distribuição geográfica, qualidade dos habitats e impactos como poluição e captura intensiva.

Além da atualização da lista, o ministério também estabeleceu novas regras de proteção, incluindo restrições à captura, transporte, comercialização e armazenamento das espécies ameaçadas, além de diretrizes para elaboração de planos de recuperação.

Pargo em destaque

Entre as espécies reclassificadas está o pargo (Lutjanus purpureus), que passou da categoria Vulnerável para Em Perigo. A mudança reforça a necessidade de medidas mais rígidas de manejo e proteção.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, já estão em revisão planos de recuperação voltados à espécie, com foco na redução da pressão da sobrepesca e na preservação de indivíduos jovens.

O governo destaca que a gestão será compartilhada com o Ministério da Pesca e Aquicultura, buscando equilibrar a conservação ambiental com a continuidade da atividade econômica.

O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, ressaltou que a sustentabilidade do setor depende do equilíbrio entre exploração e preservação. Segundo ele, a manutenção das espécies é fundamental para garantir renda, alimento e desenvolvimento no longo prazo.

Fonte: cenariomt

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