Segundo ela, ainda há tempo para discutir o tema e a eleição da Mesa Diretora não está entre suas prioridades neste momento.
Ao comentar as manifestações favoráveis do presidente estadual do partido, Ananias Filho, e do senador Wellington Fagundes, Paula afirmou que recebe o apoio como reconhecimento.
“Primeiro, eu fico feliz quando há uma fala como essa, porque é um reconhecimento de um trabalho que a gente vem realizando na Câmara Municipal de Cuiabá. […] Mas eu preciso colocar a vocês que há discussão em torno da mesa diretora, ainda faltam quatro meses. Nenhum momento este não é o meu foco”, declarou.
A eventual candidatura à reeleição, no entanto, esbarra na necessidade de alteração no regimento interno da Câmara para permitir a recondução. O movimento, nos bastidores, não é bem visto por parte dos vereadores e tem gerado resistência.
Paula reforçou que qualquer decisão sobre o tema deve partir de construção coletiva entre os parlamentares.
“É uma discussão que será realizada aqui pelos vereadores, uma proposta que será pela maioria dos vereadores. Quando eu tiver um posicionamento relacionado a isso, eu vou me manifestar publicamente, mas essa é uma conversa, uma construção aqui com os pares”, afirmou.
Sobre a decisão do prefeito Abilio Brunini (PL) de não se manifestar mais sobre a eleição da Mesa Diretora, a presidente avaliou como correta a postura e defendeu a autonomia do Legislativo.
“Eu acho que ele teve um posicionamento correto, porque essa é uma discussão da Câmara Municipal, dos vereadores que fazem parte dessa legislatura. Essa conversa tem que ser realizada aqui, entre nós”, disse.
Nos bastidores, nomes como Ilde Taques (Podemos) e o líder do prefeito na Casa, Dilemário Alencar (União), também são citados nas articulações. Dilemário, inclusive, já defendeu a construção de uma candidatura de consenso para evitar divisão interna. Paula, por sua vez, minimizou a possibilidade de racha e apostou no diálogo entre os parlamentares.
“Eu acredito que não haverá um racho interno. Aqui prevalece o diálogo entre os vereadores. A gente quer que o próximo biênio tenha um ambiente harmônico, que haja uma coesão entre os vereadores. Eu acredito que todos os vereadores podem ser candidatos. O parlamento é plural nos posicionamentos, é plural nos partidos. É isso que faz a Câmara Municipal ter esse diálogo republicano”, afirmou.
Fonte: Olhar Direto





