O governo federal aprovou o novo Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) para o período de 2026 a 2036. A medida foi oficializada por portaria interministerial publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (29) e estabelece diretrizes, metas e ações para ampliar o acesso ao livro, incentivar a leitura e fortalecer o setor editorial no Brasil.
O plano será conduzido pelos ministérios da Cultura e da Educação e terá duração de dez anos, com previsão de revisão e construção de uma nova versão a partir de 2035.
📚 Mais bibliotecas e acesso ampliado
Entre os principais objetivos do PNLL está a expansão da rede de bibliotecas em todo o país. O governo prevê a reabertura e implantação de pelo menos uma biblioteca pública em cada município, além de ampliar em 50% o número de bibliotecas públicas e comunitárias, com foco em regiões socialmente vulneráveis.
O plano também estabelece a modernização de metade das bibliotecas existentes, com melhorias em infraestrutura, acervo e acessibilidade, incluindo livros em braille e outros formatos acessíveis.
📖 100 milhões de livros e biblioteca digital pública
Outro destaque é a meta de distribuir 100 milhões de livros literários até 2035, inclusive em formatos acessíveis. A iniciativa será integrada a programas federais de educação e cultura.
Além disso, o governo pretende criar uma biblioteca digital pública gratuita e ampliar o acesso a acervos online, com previsão de beneficiar milhões de pessoas ao longo da vigência do plano.
O PNLL estabelece como objetivo elevar o percentual de leitores no Brasil de 47% para 55%. Para isso, prevê a ampliação de projetos de incentivo à leitura, criação de clubes de leitura e realização de eventos literários em diferentes regiões do país.
Também está prevista a formação de mediadores de leitura, como professores, bibliotecários e agentes culturais, considerados fundamentais para estimular o hábito de ler.
🌍 Diversidade e inclusão
O plano reforça ações voltadas à diversidade cultural, com incentivo à produção literária indígena, afro-brasileira e bilíngue. Há ainda medidas para ampliar o acesso à leitura em comunidades periféricas, áreas rurais e unidades prisionais.
Pessoas com deficiência também estão entre os públicos prioritários, com garantia de materiais acessíveis e inclusão nas políticas de leitura.
O PNLL também mira o desenvolvimento da cadeia produtiva do livro. Entre as ações previstas estão o apoio a editoras independentes, estímulo à abertura de livrarias e criação de circuitos de feiras literárias.
O plano ainda prevê ampliar a presença internacional da literatura brasileira e incentivar a produção e circulação de obras no exterior.
Segundo o governo, o plano será acompanhado de forma contínua, com avaliação de resultados e participação da sociedade civil. Indicadores como acesso ao livro, formação de leitores e qualidade das bibliotecas serão utilizados para medir o avanço das metas.
A execução das ações será feita em parceria com estados e municípios, que deverão alinhar seus próprios planos às diretrizes nacionais.
Fonte: primeirapagina





