Saúde

Dourados inicia vacinação contra a Chikungunya após declarar calamidade: confira as medidas

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Dourados, no Mato Grosso do Sul, decretou situação de calamidade em saúde pública diante do avanço dos casos de chikungunya. A medida foi adotada após o agravamento do cenário epidemiológico, que deixou de se restringir à Reserva Indígena e passou a atingir também áreas urbanas do município.

Antes do decreto de calamidade, a administração municipal já havia declarado situação de emergência em saúde pública e, posteriormente, emergência em defesa civil, como resposta ao crescimento acelerado da doença. As ações seguem recomendações do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), responsável pela coordenação das estratégias locais de enfrentamento.

De acordo com dados oficiais, o município ultrapassa 6.186 casos prováveis de chikungunya, com taxa de positividade de 64,9%. O sistema de saúde também enfrenta pressão significativa, com ocupação de leitos em torno de 110%, o que compromete a capacidade de atendimento, especialmente em casos mais graves.

O decreto de calamidade terá validade inicial de 90 dias e reflete a dificuldade de resposta assistencial diante do aumento de notificações e da demanda hospitalar.

Vacinação começa nos próximos dias

A campanha de vacinação contra a chikungunya está prevista para começar na segunda-feira (27). As doses chegaram ao município no dia 17 e estão sendo organizadas para distribuição nas unidades de saúde, incluindo áreas indígenas.

Antes do início da aplicação, profissionais de enfermagem passam por capacitação para orientação da população e avaliação de condições clínicas que possam impedir a imunização.

Segundo as diretrizes do Ministério da Saúde, a vacina será destinada a pessoas entre 18 e 59 anos, com meta de alcançar cerca de 27% da população-alvo, o equivalente a aproximadamente 43 mil moradores.

O imunizante não pode ser aplicado em gestantes, lactantes, pessoas imunossuprimidas, pacientes em tratamento oncológico ativo, transplantados recentes, pessoas com HIV/aids, além de indivíduos com doenças autoimunes ou múltiplas comorbidades específicas. Também há restrições temporais para quem teve chikungunya recentemente ou recebeu outras vacinas de vírus vivos ou inativados dentro de prazos determinados.

A imunização será iniciada de forma gradual, já que cada pessoa precisa passar por triagem antes da aplicação. Na sexta-feira (24), as doses serão distribuídas para todas as salas de vacinação do município.

Está prevista ainda uma ação especial no formato drive-thru no feriado de 1º de maio, no período da manhã, no pátio da prefeitura.

Cenário epidemiológico e impacto regional

Até o dia 20, Dourados registrava 4.972 casos prováveis, sendo 2.074 confirmados, 1.212 descartados e 2.900 em investigação. O município contabiliza ainda oito mortes associadas à doença, sendo a maioria em moradores da reserva indígena.

A situação levou o governo federal a liberar recursos emergenciais de R$ 900 mil para reforço das ações de vigilância, controle do mosquito Aedes aegypti e ampliação da assistência em saúde.

A chikungunya é uma doença viral transmitida principalmente pelo mosquito Aedes aegypti. O quadro clínico mais comum inclui dores articulares intensas, além de possíveis complicações que podem exigir internação hospitalar.

Segundo autoridades de saúde, a circulação do vírus no Brasil vem se expandindo desde sua introdução no continente americano em 2013, com registros em praticamente todos os estados nos últimos anos.

Fonte: cenariomt

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