“Essa medida do governador é uma medida acertada, muito mais prevendo e não aumentar o preço do combustível em virtude da guerra”, declarou Russi aos jornalistas durante entrevista coletiva nesta terça-feira (28), na Assembleia Legislativa.
A manifestação de Max ocorre após Pivetta entregar ao Parlamento dois projetos de lei que tratam da redução da carga tributária no Estado. O primeiro prevê subsídio ao óleo diesel, com renúncia estimada em R$ 150 milhões, por meio da adesão de Mato Grosso a programa do governo federal. O segundo estabelece o congelamento do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), com impacto financeiro aproximado de R$ 350 milhões no período.
Somadas, as duas medidas devem representar alívio fiscal superior a R$ 500 milhões neste ano, segundo o governo estadual. Para Max Russi, além da redução de tributos, a iniciativa busca neutralizar possíveis reflexos externos no mercado interno, especialmente no setor de combustíveis.
“E ter uma possibilidade de aumento. Então o governador, para não aumentar, está abrindo mão de receita para que esse aumento não aconteça. Se puder diminuir, melhor”, acrescentou o presidente da Assembleia.
A preocupação dos líderes mato-grossenses ocorre porque conflitos envolvendo grandes potências e países produtores de petróleo costumam impactar o mercado global, elevando preços do barril e pressionando combustíveis como gasolina e diesel. Como o diesel influencia diretamente o custo do frete e da logística, qualquer alta tende a repercutir também em alimentos, mercadorias e serviços.
Ao defender os projetos, Pivetta afirmou que o Estado deve reduzir impostos sempre que houver condições fiscais para isso. Já a Assembleia sinalizou tramitação rápida das propostas, que podem entrar em votação já nesta quarta-feira (29).
Fonte: Olhar Direto





