Os consumidores paranaenses encontram nas prateleiras um dos sabores mais tradicionais do outono com preços mais atrativos. A safra de caqui no estado entra em seu período de maior oferta entre março e junho, ampliando a disponibilidade da fruta e criando um ambiente favorável tanto para o consumo quanto para a comercialização.
De acordo com dados do Departamento de Economia Rural do Paraná, vinculado à Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento, o aumento da oferta nas Centrais de Abastecimento tem contribuído para cotações mais competitivas, especialmente no varejo, onde já são observadas reduções em relação ao mês anterior.
Mesmo diante de desafios fitossanitários enfrentados nos últimos anos, como a antracnose, a produção de caqui mantém sua importância no estado. O Paraná ocupa atualmente a quinta posição no ranking nacional, tanto em volume quanto em Valor Bruto de Produção. Em 2023, foram cultivados cerca de 470 hectares, com produção de 6,2 mil toneladas e movimentação de R$ 18,2 milhões.
A produção está concentrada em regiões com condições climáticas favoráveis. O Núcleo Regional de Curitiba lidera com 29,1% do total estadual, seguido por Ponta Grossa (21,3%), Cornélio Procópio (11,8%) e Apucarana (11,4%). Entre os municípios, Arapoti se destaca como o maior produtor individual, respondendo por 13,6% da colheita, favorecido pelo clima ameno e equilibrado para o desenvolvimento da fruta.
No cenário nacional, o Brasil produz cerca de 165,3 mil toneladas de caqui por ano, com destaque para estados como São Paulo e Rio Grande do Sul. A fruta também tem presença no mercado internacional, com exportações que alcançaram 460 toneladas em 2024, destinadas a países como Países Baixos, Canadá e Estados Unidos.
O Paraná também contribui para esse desempenho externo. Em 2025, as exportações estaduais somaram US$ 369 mil, um crescimento expressivo de 248% em relação ao ano anterior, reforçando o potencial da cultura.
No mercado atacadista, variedades como chocolate, fuyu e taubaté apresentam oscilações que favorecem o consumo durante o pico da safra. Enquanto produtores chegaram a receber até R$ 148,11 por caixa de 20 quilos, o varejo registrou queda de até 21% nos preços, ampliando o acesso do consumidor.
Para o engenheiro agrônomo e analista do Deral, Paulo Andrade, o momento é ideal para consumo. “Para os próximos meses, a expectativa é que a oferta continue robusta, apesar das variações climáticas que podem antecipar o ciclo da fruta. A recomendação técnica é aproveitar este período de safra, quando há equilíbrio entre oferta e demanda, garantindo frutas de alta qualidade com os melhores preços do ano”, destaca.
Fonte: cenariomt





