Cenário Político

Projeto de Bolsonaro para Mato Grosso tinha Medeiros e Pivetta, revela fonte

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2026

As recentes declarações de Thiago Boava (PL), pré-candidato a deputado federal e amigo próximo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), reforçam um cenário que já vinha sendo desenhado nos bastidores desde que o “Capitão” sinalizou simpatia pela pré-candidatura do então vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) ao governo de Mato Grosso, em outubro do ano passado.

Em entrevista à imprensa na terça-feira (21), durante abertura da 7ª Norte Show, em Sinop, Boava afirmou que Bolsonaro era adepto da estratégia de unir a gestão bem avaliada do então governador Mauro Mendes (União) e de Pivetta ao nome do candidato ideológico do partido para a Câmara Alta, José Medeiros (PL). Essa articulação seguia a lógica de fortalecer palanques conservadores em estados estratégicos, aproveitando a liderança do grupo governista local.

No entanto, a configuração final da chapa em Mato Grosso passou pelo crivo do acordo nacional que delimitou as áreas de influência dentro da sigla: enquanto Bolsonaro detinha a palavra final sobre as candidaturas ao Senado, coube a Valdemar da Costa Neto (PL), presidente nacional da legenda, a coordenação das estratégias para os governos estaduais. Nesse contexto, para Boava, a palavra de Valdemar foi decisiva ao optar por uma candidatura própria do partido, oficializando Wellington Fagundes (PL) na disputa, em vez de consolidar o apoio a um nome de outra sigla.

Segundo o viúvo da ex-deputada federal Amália Barros, Medeiros “é o nome do Bolsonaro”, enquanto Wellington é “o nome o nome do Valdemar”.

Essa definição partidária, contudo, não eliminou as afinidades construídas fora da legenda, criando um cenário de “saia-justa” para diversas lideranças do PL em Mato Grosso. O próprio Boava admitiu o dilema ao reconhecer que, embora esteja nas fileiras do partido de Fagundes, mantém uma amizade pessoal com Pivetta. Esse sentimento é compartilhado por outros membros da sigla, como o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, que, apesar de fechados com a candidatura de Medeiros ao Senado, veem na disputa pelo governo uma divisão entre a obrigação partidária e a proximidade pessoal com o atual governador.

Boava pontuou que respeita a candidatura de Wellington Fagundes (PL) como uma conquista política legítima do correligionário, mas não escondeu que o cenário impõe uma escolha difícil para os quadros da direita que possuem trânsito nos dois grupos.

Ao ser confrontado sobre como conciliar a lealdade ao PL com o apreço pessoal por um candidato de outra sigla, o pré-candidato resumiu o impasse de quem precisa equilibrar a disciplina da legenda com as relações de amizade: “É por isso que o voto é secreto, né?”.

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Fonte: leiagora

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