Ao , Dayhani conta que é cozinheira desde os 17 anos, conciliando o trabalho em cantinas com a maternidade. Aos 19 anos, ela se mudou para uma fazenda na zona rural, onde trabalhava na cozinha. “Desde então eu sempre trabalhei mesmo grávida ou com crianças juntas, porque a cozinha ficava dentro de casa era mais fácil”.
Após a separação, ela permaneceu na zona rural com os filhos e precisou reorganizar a renda. Sem conseguir trabalho fixo por ser mãe solo, passou a produzir e vender salgados, enquanto o marido se mudou para a cidade para trabalhar.
Dayhani conta que, desde que os filhos eram pequenos, ela costumava gravar vídeos para as redes sociais, no entanto, nenhum deles tinha viralizado como o vídeo do filho se emocionando com o doce de açúcar queimado. Quando ganhou um celular da irmã, decidiu investir ainda mais no conteúdo de “vida na roça”.
“Quando eu me separei não dava mais para trabalhar em cantina e fazenda. Ninguém queria contratar mulher solteira e com filhos. E a realidade é por conta da fazenda de ter mais responsabilidade, né? E eu estava com oito crianças e eu acho que o motivo maior de viralizar tanto foram a quantidade de crianças, tudo bem educada”.
Além dos cinco filhos, Dayhani deu lar temporário para outras três crianças que foram devolvidas à mãe biológica pelo Conselho Tutelar. “O motivo eu não sei, acho que a mãe pediu a guarda novamente, está tendo condições de cuidar, e eles pegaram novamente para fazer tudo certinho”.
Ela explicou que o vídeo da bala de colher não foi feito com intenção de viralizar. “Foi apenas um vídeo normal que eu fiz, sempre faço vídeos bem elaborados para os stories porque eu gosto que as pessoas fiquem olhando. E eles olham muito mesmo, só que eu achei linda a reação dele chorar pelo pai”.
Dayhani conta que por conta da rotina intensa de trabalho e as responsabilidades da maternidade, não tinha muito tempo disponível para tentar acertar o doce que o filho mais velho gostava. “Por mais que seja só um doce com açúcar queimado, eu encontrava muita dificuldade, passava do ponto, ficava amargo ou ficava muito mole. Uma noite antes ele chorou bastante com saudade do pai”.
No dia seguinte, a mãe decidiu tentar fazer o doce novamente e acertou o ponto de primeira. “Deixei em cim do freezer com os salgadinhos, porque eles adoram chegar da escola e comer algo, realmente não esperei que ele fosse chorar, no máximo pular de alegria, porque finalmente consegui fazer. Não sabia que uma memória afetiva iria despertar a atenção do público”.
O vídeo chegou até o pai das crianças que, sensibilizado pela saudade do filho, propôs que a família toda se mudasse para a cidade. “Aceitei e estamos na cidade agora, perto do pai. No fim, tivemos um final feliz”.
Fonte: Olhar Direto





