A denúncia contra o padre já havia sido encaminhada ao Ministério Público de Mato Grosso, citando assédio moral e irregularidades administrativa e financeiras enquanto ele esteve à frente das Paróquias Senhor Bom Jesus da Lapa, em Ponte Branca, e São José Operário, em Araguainha. O órgão, então, teria requisitado a instauração de inquérito policial para apurar o caso.
De acordo com o denunciante, o padre Valdilson teria, sistematicamente, direcionado para suas contas bancárias pessoais recursos que deveriam ser depositados nas contas oficiais das paróquias, incluindo dízimos e ofertas dos fiéis, entre outros valores arrecadados pela comunidade. O fiel também cita outros esquemas financeiros e várias denúncias de abusos e assédio moral. À época uma denúncia já havia sido feita ao Bispo Diocesano de Barra do Garças, Dom Paulo Renato Fernandes Gonçalves de Campos, porém, nenhuma providência teria sido adotada.
O fiel então encaminhou uma denúncia ao Núncio Apostólico no Brasil, Dom Giambattista Diquattro, representante oficial do Papa.
Ele cita quem agosto de 2024 Dom Paulo Renato tomou ciência dos abusos praticados pelo padre e que Vandilson recebia valores em sua conta pessoal, em substituição à conta da paróquia.
O denunciante, que era seminarista, contou que em fevereiro de 2025 foi convocado pelo bispo, que anunciou o afastamento dele do processo vocacional, alegando “incompatibilidade pastoral”. Conforme disse na denúncia, a decisão foi tomada “sem contraditório, sem oitiva do denunciante como parte, sem oitiva de testemunhas, sem instrução probatória, sem ato administrativo formalmente fundamentado e sem qualquer processo canônico”. Afirmou, ainda, que foi afastado sem maioria favorável ao afastamento no Conselho Presbiteral da Diocese.
No documento encaminhado ao representante do Papa ele ainda diz que, desde seu ingresso na Diocese, Dom Paulo Renato “demonstrou relação de particular proximidade e confiança com o Pe. Vandilson, nomeando-o sucessivamente Coordenador de Pastoral, Vigário Forâneo, membro do Conselho Presbiteral e membro do Colégio de Consultores”, o que evidenciaria o favoritismo.
Fonte: Olhar Direto





