Confresa Mato Grosso

GCCO captura Piloteiro no Pará ligado a fuga de criminosos de ataque em Confresa

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A Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), da Polícia Civil de Mato Grosso, efetuou nesta quinta-feira (9) a prisão de um dos elementos-chave da logística de fuga do ataque à empresa de transporte de valores em Confresa, ocorrido em abril de 2023. O suspeito, que atuava como piloteiro, foi localizado em uma região rural de difícil acesso no município de Novo Repartimento, no Pará.

A captura é fruto da Operação Pentágono e exigiu um esforço tático considerável: os agentes percorreram 140 quilômetros de estradas de terra em um trajeto de cinco horas até alcançar o esconderijo do investigado.

O papel estratégico na travessia do Araguaia

As investigações apontam que o homem preso era um dos cinco especialistas responsáveis pela condução das embarcações durante a fuga. Após o ataque em Confresa, o grupo criminoso utilizou o Rio Araguaia como rota de escape estratégica para transpor as fronteiras estaduais e tentar burlar o cerco montado por mais de 300 agentes de segurança.

Segundo a Polícia Civil, a participação do piloteiro não foi ocasional. Imagens colhidas durante a fase de inteligência mostram o investigado realizando compras em Vila Rica (MT) dias antes do crime, o que comprova seu envolvimento direto no planejamento e na preparação logística da organização criminosa.

Diligência e rigor da lei

O delegado da GCCO, Gustavo Belão, enfatizou que a função de piloteiro foi “essencial para garantir a mobilidade e o sucesso inicial da fuga do grupo”. A prisão agora reforça a tese de que nenhum envolvido na modalidade conhecida como “Novo Cangaço” está fora do alcance da justiça mato-grossense, independentemente de quão remota seja sua localização.

O suspeito deverá responder por:

  • Participação em organização criminosa (Lei nº 12.850/2013);
  • Roubo majorado com uso de armamento pesado;
  • Auxílio logístico em crime interestadual.

Contexto do ataque em Confresa

Em abril de 2023, o município de Confresa foi palco de uma das maiores ações criminosas do estado. O bando utilizou veículos blindados e táticas militares para atacar uma base de valores. A caçada aos envolvidos durou semanas, estendendo-se por Mato Grosso, Tocantins e Pará, resultando em diversos confrontos e na desarticulação progressiva da quadrilha.

O investigado será transferido para Mato Grosso, onde permanecerá à disposição do Poder Judiciário. A Operação Pentágono segue em curso para identificar e capturar os demais remanescentes do grupo.

Reportagem baseada em dados oficiais da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO-PJC/MT).

Justiça: A prisão de colaboradores logísticos é vital para sufocar o crime organizado. Você acredita que o monitoramento constante em áreas remotas é o caminho para evitar novos ataques como o de Confresa?

Fonte: cenariomt

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