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Desconhecimento sobre espécies do solo é revelado em estudo no Dia da Conservação do Solo: Fique por dentro!

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2026

Um estudo internacional intitulado Avaliação Global do Risco de Extinção de Espécies Dependentes do Solo: avanços recentes e recomendações aponta que o conhecimento científico sobre espécies que dependem diretamente do solo ainda é limitado, dificultando a avaliação precisa do estado de conservação dessa biodiversidade.

O alerta foi divulgado em referência ao Dia da Conservação do Solo e da Água e reforça a importância desse ecossistema, responsável por sustentar grande parte da vida no planeta. Segundo a pesquisa, cerca de 95% da produção de alimentos depende da saúde do solo, que também desempenha papel essencial no armazenamento de aproximadamente 27% do carbono global, contribuindo para o controle do aquecimento do planeta.

O levantamento foi conduzido pela organização Conservation International e utilizou dados da Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Ao todo, foram analisadas 8.653 espécies, das quais aproximadamente 20%, ou 1.758 espécies, seguem classificadas como ameaçadas de extinção.

Além disso, 1.722 espécies não puderam ser avaliadas por falta de informações suficientes, evidenciando uma lacuna importante na base de dados global sobre biodiversidade do solo.

De acordo com pesquisadores envolvidos no estudo, a maior parte das informações disponíveis ainda se concentra em vertebrados, enquanto grupos como invertebrados e fungos permanecem pouco estudados, apesar de representarem a maior parte das espécies que vivem no ambiente do solo.

Especialistas alertam que essa ausência de dados pode esconder riscos relevantes. Há preocupação de que espécies ainda desconhecidas possam desaparecer antes mesmo de serem catalogadas, o que comprometeria funções essenciais dos ecossistemas, como a decomposição de matéria orgânica e a ciclagem de nutrientes.

O estudo também destaca que, entre as espécies dependentes do solo, apenas 503 invertebrados e fungos foram efetivamente avaliados até o momento, reforçando o desequilíbrio no conhecimento científico disponível.

Como encaminhamento, os pesquisadores recomendam a criação de grupos de trabalho dedicados à biota do solo dentro de organizações internacionais de conservação, além do fortalecimento da cooperação entre governos, instituições científicas e gestores ambientais.

Segundo os autores, ampliar o compartilhamento de informações e valorizar a biodiversidade do solo são medidas essenciais para garantir a preservação dos serviços ecossistêmicos dos quais a humanidade depende.

Fonte: cenariomt

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