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Ministra destaca papel das mulheres na diversificação da alimentação no campo

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2026

Primeira mulher a comandar o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiavelli afirmou que a atuação das mulheres no campo tem sido decisiva para ampliar a diversidade de alimentos disponíveis à população.

A declaração foi feita nesta quarta-feira (15), durante participação no programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Segundo a ministra, a presença feminina nas propriedades rurais é estatisticamente equilibrada em relação aos homens, mas se destaca principalmente na produção de alimentos variados.

“Elas estão mais presentes na produção dos alimentos diversificados que chegam à nossa mesa”, afirmou.

Machiavelli explicou que, enquanto a agricultura empresarial costuma se concentrar em poucas variedades de grãos e carnes, a agricultura familiar é responsável por uma produção muito mais ampla. Somente no âmbito do Programa de Aquisição de Alimentos, são mais de 400 tipos de produtos cultivados.

Produção nos quintais

A ministra ressaltou que boa parte dessa diversidade vem dos chamados quintais produtivos, mantidos principalmente por mulheres. Esses espaços são utilizados para cultivo de alimentos e criação de pequenos animais, contribuindo diretamente para uma alimentação mais variada e nutritiva.

Ela também destacou que o governo federal implementou políticas públicas para apoiar essas iniciativas, atendendo a demandas históricas apresentadas por movimentos sociais. Atualmente, cerca de 103 mil quintais produtivos já foram estruturados em todo o país.

Desafios do cotidiano

Apesar dos avanços, a ministra reconheceu que as mulheres rurais ainda enfrentam dificuldades para conciliar as atividades produtivas com as tarefas domésticas. Entre os principais desafios relatados está o tempo dedicado ao trabalho doméstico, especialmente atividades como lavar roupas.

Como resposta, o governo tem apoiado a instalação de lavanderias coletivas agroecológicas em comunidades rurais, com gestão compartilhada entre mulheres.

“A maioria das mulheres não tem acesso a máquinas de lavar, então a atividade é feita manualmente. Criamos lavanderias coletivas com equipamentos industriais, além de espaços para as crianças”, explicou.

Segundo ela, essas estruturas também funcionam como pontos de convivência e organização comunitária.

Acesso à tecnologia

Outro ponto considerado essencial é o acesso a máquinas e equipamentos que reduzam o esforço físico e aumentem a produtividade. A ministra destacou que a demanda por tecnologia no campo também é uma prioridade entre as mulheres.

“Elas querem equipamentos que economizem tempo e diminuam a penosidade do trabalho, além de tecnologias que aumentem o rendimento da produção”, concluiu.

Fonte: cenariomt

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