O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmou nesta segunda-feira (13) que o país não participará do bloqueio naval anunciado pelos Estados Unidos no Estreito de Ormuz. A medida foi proposta pelo presidente norte-americano, Donald Trump, como resposta à escalada de tensões na região.
Segundo Starmer, a decisão britânica é evitar envolvimento direto em um conflito armado, mesmo diante da pressão de Washington. Em declaração à imprensa, o premiê destacou que o Reino Unido não será levado a uma guerra.
Apesar da recusa, autoridades britânicas informaram que equipamentos militares, como navios caça-minas e sistemas antidrones, continuarão em operação no Oriente Médio. No entanto, não haverá envio de tropas ou embarcações para bloquear portos iranianos.
Em paralelo, Reino Unido e França articulam uma conferência internacional para discutir a segurança da navegação na região. A proposta é criar uma missão multinacional com caráter defensivo, voltada à restauração da liberdade de tráfego marítimo no estreito.
Outros aliados dos Estados Unidos também demonstram cautela. O Japão, fortemente dependente do petróleo do Golfo Pérsico, informou que acompanha a situação e defende uma solução diplomática. Autoridades japonesas ressaltaram a necessidade de reduzir tensões e alcançar um acordo rapidamente.
A postura dos aliados gerou reação do governo norte-americano. Trump criticou publicamente os países que recusaram apoio à operação e chegou a ameaçar rever compromissos com a Otan.
A China, por sua vez, afirmou que a crise no Estreito de Ormuz está diretamente ligada ao conflito militar em curso no Oriente Médio. Pequim defende o fim imediato das hostilidades como condição essencial para normalizar a navegação.
Enquanto isso, o Irã elevou o tom e advertiu que poderá retaliar caso seus portos sejam ameaçados. O governo iraniano indicou que tomará medidas contra interesses na região se houver intervenção direta contra suas instalações.
A crise se intensificou após o fracasso das negociações de paz realizadas no fim de semana no Paquistão. Em seguida, os Estados Unidos anunciaram o bloqueio do estreito, com a justificativa de controlar o fluxo marítimo na área.
No cenário internacional, o Conselho de Segurança da ONU já havia registrado impasse. Rússia e China vetaram uma proposta que autorizaria o uso da força para reabrir a passagem.
A instabilidade também impacta o mercado global. O preço do petróleo Brent voltou a subir e se aproximou de US$ 100 por barril, refletindo o risco sobre uma das rotas mais estratégicas do mundo. Estima-se que cerca de 20% da produção global de petróleo e gás passe diariamente pelo Estreito de Ormuz.
Fonte: cenariomt





