A Justiça confirmou, em audiência de custódia, a manutenção da prisão de Rafael Pendloski Torres Galvão, de 20 anos, acusado de matar Raissa Pereira da Silva, de 24, em Sinop, no Mato Grosso. A decisão foi proferida pela juíza Giovana Pasqual de Mello, que converteu a prisão em flagrante em preventiva diante da gravidade do caso.
De acordo com a decisão, há indícios suficientes de autoria e materialidade, incluindo a confissão do investigado e provas reunidas durante a apuração. O caso é tratado como feminicídio, ocorrido no contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher.
Conforme registrado nos autos, a vítima foi encontrada morta no quarto de sua residência, com uma toalha enrolada no pescoço, indicando possível asfixia mecânica. Imagens de câmeras de segurança mostram o suspeito entrando e saindo do imóvel horas antes do crime.
A magistrada destacou ainda o comportamento do acusado após o fato, apontando tentativa de fuga e ocultação. Segundo a decisão, ele deixou o local sozinho, descartou as roupas utilizadas no crime e se escondeu em endereço diverso, sendo localizado posteriormente pela Polícia Militar.
Durante a abordagem, o suspeito confessou o homicídio e alegou ter consumido álcool e drogas antes do crime. Para a juíza, a conduta demonstra risco à ordem pública e possibilidade de evasão, o que justifica a manutenção da custódia.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que apura as circunstâncias e motivações do crime.
Fonte: cenariomt





