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Empresário condenado a 22 anos por homicídio de ex-jogador da seleção de vôlei: detalhes do caso

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2026

– O Tribunal do Júri de Cuiabá condenou o empresário Idirley Alves Pacheco a 22 anos de prisão, em regime inicial fechado, pela morte do ex-jogador de vôlei Everton Fagundes Pereira da Conceição, conhecido como “Boi”. A decisão foi tomada nesta terça-feira (14), após julgamento que se estendeu por cerca de 12 horas.

A sentença foi assinada pela juíza Mônica Catarina Perri, da 1ª Vara Criminal da Capital, que presidiu a sessão. Além da pena de reclusão, o empresário também foi condenado a pagar indenização equivalente a 60 salários mínimos, cerca de R$ 97,2 mil, aos familiares da vítima.

Idirley já estava preso desde julho de 2025, quando o crime ocorreu. Durante o julgamento, os jurados também o consideraram culpado pelos crimes de sequestro e coação no curso do processo.

O homicídio aconteceu no dia 10 de julho do ano passado, na Avenida República do Líbano, em Cuiabá. Conforme as investigações, o empresário efetuou disparos contra Everton enquanto ambos estavam em uma caminhonete. Baleado, o ex-atleta perdeu o controle da direção e colidiu com outro veículo. Ele morreu ainda no local.

O Conselho de Sentença reconheceu que o crime foi praticado por motivo torpe, com uso de meio cruel e com recurso que dificultou a defesa da vítima.

De acordo com a Polícia Civil, o assassinato teria sido motivado por ciúmes. O empresário suspeitava que Everton mantinha um relacionamento com sua ex-companheira, apesar de o casal já estar separado havia mais de seis meses.

O delegado responsável pelo caso afirmou que, na realidade, a vítima tentava intermediar conflitos entre o empresário e a mulher. “As apurações indicam que Everton buscava acalmar a situação, e não se envolver em um relacionamento”, destacou.

Ainda segundo a investigação, a ex-companheira de Idirley já havia registrado boletim de ocorrência e solicitado medidas protetivas semanas antes do crime, diante do comportamento considerado possessivo e agressivo do empresário. 

Fonte: odocumento

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