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MPF pede suspensão do licenciamento da Cidade Urbitá no Distrito Federal

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2026

O Ministério Público Federal (MPF) entrou com ação para suspender o licenciamento ambiental do empreendimento Cidade Urbitá, localizado a cerca de 10 km do centro de Brasília, próximo a Sobradinho e à rodovia BR-020.

A Ação Civil Pública (nº 1032383-23.2026.4.01.34000) solicita que o Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) do projeto sejam refeitos.

O processo tramita desde 31 de março na 9ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária do Distrito Federal, ligada ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF 1).

Segundo o MPF, o projeto atual da Cidade Urbitá diverge significativamente do licenciamento realizado em 2010 pelo Instituto de Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do Distrito Federal (Ibram), o que justificaria um novo processo de licenciamento ambiental.

Questionamentos sobre o projeto

“As características do empreendimento Urbitá são tão diferentes dos processos de licenciamento original, que o ICMBio, ao ser consultado, questionou se seria o mesmo empreendimento”, afirma a ação civil.

O MPF também pede a anulação da autorização de licenciamento emitida pelo Ibram e que o novo EIA/Rima inclua análise da capacidade do Rio Ribeirão Sobradinho em receber os efluentes provenientes do projeto, considerando todas as fases do empreendimento.

Impactos ambientais

O projeto prevê uma população de 134 mil pessoas, o que representa mais de 80% da população de muitas cidades brasileiras, segundo o procurador Daniel Cesar Azeredo Avelino. Ele alerta que o excesso de impermeabilização do solo poderá gerar impactos ambientais e sociais relevantes não totalmente avaliados pelo Relatório de Impacto Ambiental Complementar (Riac).

O procurador destacou que essa impermeabilização pode afetar a recarga de aquíferos, aumentar riscos de cheias e comprometer recursos hídricos das sub-bacias do Ribeirão Sobradinho e do Rio São Bartolomeu.

Detalhes do empreendimento

A Urbanizadora Paranoazinho S/A apresenta a Cidade Urbitá como um novo bairro do Distrito Federal, com calçadas largas, ciclovias, parques, comércio no térreo e paisagismo planejado. O projeto foi desenvolvido seis anos após o licenciamento original de 2010.

Entre outubro e dezembro de 2016, treze escritórios de arquitetura e urbanismo de diversas cidades participaram de oficinas para desenvolver projetos conceituais para o empreendimento.

A UP S/A, o Ibram e o ICMBio são réus na ação movida pelo MPF no TRF 1. Todas as partes envolvidas podem fornecer informações adicionais à reportagem.

Fonte: cenariomt

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