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Unicamp investiga furto de material biológico, caso ganha destaque em todo o Brasil

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O furto de material biológico ocorrido na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), identificado em março, passou a ser investigado pela Polícia Federal e gerou ampla repercussão no país. O caso envolve uma professora da instituição e seu marido, ambos suspeitos de participação no crime.

Na segunda-feira (23), a professora Soledad Palameta Miller, da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA), foi presa em flagrante. Segundo as autoridades, ela teria retirado vírus do Laboratório de Virologia e Biotecnologia Aplicada do Instituto de Biologia, classificado com nível máximo de biossegurança (NB-3). Ela foi liberada no dia seguinte após pagamento de fiança.

De acordo com as investigações, o marido da docente, o veterinário e doutorando Michael Edward Miller, também é suspeito de envolvimento na ação. A Polícia Federal apura a participação do casal e busca esclarecer a motivação do crime, que ainda não foi determinada.

Desaparecimento e localização do material
A universidade comunicou o desaparecimento à Polícia Federal no dia 16 de março, após identificar irregularidades dias antes. Apesar do furto, os materiais não deixaram o campus. Eles foram encontrados em dois outros laboratórios da própria instituição: parte na Faculdade de Engenharia de Alimentos e outra no Laboratório de Doenças Tropicais Professor Luiz Jacinto da Silva.

Natureza do material
A Unicamp confirmou que os itens subtraídos incluíam diferentes tipos de vírus, mas não detalhou quais. A instituição esclareceu ainda que nenhum dos organismos era geneticamente modificado, afastando suspeitas iniciais.

Medidas adotadas
Além de acionar a Polícia Federal, a universidade notificou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), responsável pela análise pericial do material recuperado. Paralelamente, foi aberta uma investigação interna para apurar responsabilidades administrativas.

Possíveis crimes
Os suspeitos podem responder por furto qualificado e fraude processual, conforme apuração preliminar das autoridades.

Posicionamento da universidade
Em nota oficial, a Unicamp classificou o episódio como um caso isolado e destacou seu reconhecimento acadêmico internacional. A instituição reforçou que segue colaborando integralmente com as autoridades para o esclarecimento dos fatos.

Fonte: cenariomt

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