O Irã intensificou o tom contra os Estados Unidos ao afirmar que o Estreito de Ormuz não retornará ao status anterior, especialmente no que diz respeito ao acesso de forças norte-americanas e de Israel. A declaração ocorre em meio a novas ameaças feitas pelo presidente Donald Trump e ao aumento das tensões no Oriente Médio.
Em comunicado divulgado no domingo (5), a Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica informou que está finalizando os preparativos para uma nova configuração de controle no Golfo Pérsico. A proposta iraniana prevê a criação de regras próprias para a navegação na região, com participação do Omã e sem interferência de potências estrangeiras.
O Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo e gás mundial, permanece fechado desde o início dos confrontos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Atualmente, apenas embarcações autorizadas por Teerã têm permissão para transitar pelo local.
No mesmo domingo, Trump elevou o tom ao ameaçar uma resposta militar severa caso o Irã não permita a reabertura da via marítima até terça-feira (7). O presidente norte-americano também mencionou a possibilidade de ações que poderiam comprometer a estrutura do país iraniano.
Negociações travadas
Uma proposta com 15 pontos apresentada por Washington inclui exigências como o fim do programa nuclear iraniano e o desmantelamento de seu sistema balístico. O governo iraniano rejeitou as condições, classificando-as como excessivas e ilógicas.
Teerã defende compensações financeiras pelos danos causados por ataques recentes, a retirada de bases militares dos EUA da região e o encerramento completo do conflito, incluindo frentes no Líbano e na Faixa de Gaza.
Autoridades militares iranianas afirmam que os adversários não alcançaram seus objetivos na atual fase do conflito e indicam que novas ações podem ocorrer para impedir futuros confrontos.
Escalada militar
O Irã também anunciou a continuidade de operações ofensivas, com ataques direcionados a alvos considerados estratégicos ligados a Estados Unidos e Israel. Segundo autoridades, instalações em cidades israelenses e uma embarcação foram atingidas.
O governo iraniano alertou que eventuais ataques a civis poderão resultar em respostas mais intensas, ampliando o alcance das ações militares na região.
Além disso, foi confirmada a morte de um alto oficial da Guarda Revolucionária em um ataque aéreo em Teerã, atribuído a Israel. O episódio reforça o cenário de escalada e reduz as perspectivas de um acordo no curto prazo.
Fonte: cenariomt





