Economia

Inflação atinge 4,36%: especialistas ajustam projeções de mercado

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2026

A projeção para a inflação no Brasil voltou a subir e chegou a 4,36% em 2026, conforme dados divulgados no Boletim Focus desta segunda-feira (6). O levantamento reúne expectativas de instituições financeiras e é publicado semanalmente pelo Banco Central.

Este é o quarto aumento consecutivo na estimativa, influenciado por fatores externos, como as tensões no Oriente Médio. Ainda assim, o índice permanece dentro da margem de tolerância definida pelo Conselho Monetário Nacional, que estabelece meta de 3%, com limite entre 1,5% e 4,5%.

Os dados mais recentes mostram que, em fevereiro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,7%, impulsionada principalmente pelos setores de transporte e educação. No acumulado de 12 meses, porém, houve recuo para 3,81%, abaixo de 4% pela primeira vez desde maio de 2024.

As projeções de longo prazo também foram revisadas. Para 2027, a expectativa de inflação subiu levemente para 3,85%. Já para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,6% e 3,5%, respectivamente.

Juros e política monetária

A taxa básica de juros, a Selic, segue como principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação. Atualmente fixada em 14,75% ao ano, a taxa foi reduzida recentemente em 0,25 ponto percentual pelo Comitê de Política Monetária.

Apesar da sinalização anterior de cortes mais intensos, o cenário internacional trouxe incertezas que podem levar à revisão da estratégia. O mercado projeta que a Selic termine 2026 em 12,5%, com tendência de queda gradual nos anos seguintes.

Juros mais altos encarecem o crédito e reduzem o consumo, ajudando a conter a inflação. Por outro lado, taxas menores estimulam a atividade econômica, mas podem pressionar os preços.

Crescimento e câmbio

A previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 foi mantida em 1,85%. Para os anos seguintes, a expectativa é de expansão moderada, com avanço de até 2% ao ano.

Em relação ao câmbio, o mercado estima que o dólar encerre 2026 cotado a R$ 5,40, com leve alta prevista para 2027, quando a moeda pode atingir R$ 5,45.

O desempenho da economia brasileira segue influenciado por fatores internos e externos, incluindo o cenário internacional e as decisões de política monetária.

Fonte: cenariomt

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