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Filha cobra providências do CRM-MT após morte de empresária em lipoescultura

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2026

Em uma publicação no Instagram, Yasmim Souza Menezes, filha da empresária e professora Jéssica Santiago Souza, cobrou respostas do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) sobre a investigação da morte da mãe. Jéssica morreu aos 33 anos, após supostas complicações em uma cirurgia estética envolvendo cruroplastia e lipoescultura, no dia 17 de fevereiro deste ano, em Tangará da Serra (MT).

“Já se passaram quase dois meses desde que a minha mãe faleceu e até agora nenhuma providência foi tomada pelas autoridades… Eu preciso que o Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso se pronuncie, aja e penalize esses médicos”, diz trecho da publicação.

Em nota, o CRM-MT informou que instaurou uma sindicância para apurar as circunstâncias da morte, com o objetivo de verificar se houve eventual infração ao Código de Ética Médica. O Conselho ressaltou ainda que todas as sindicâncias e processos ético-profissionais tramitam sob sigilo, conforme estabelece o Código de Processo Ético‑Profissional dos Conselhos de Medicina, a fim de garantir a adequada apuração dos fatos e preservar as partes envolvidas.

Em outro trecho da publicação, Yasmim afirma que a mãe teve o pulmão perfurado durante a cirurgia e que isso estaria comprovado em laudo pericial.

“O médico que realizou o procedimento não é cirurgião plástico nem cirurgião geral, é clínico geral, e mesmo assim estava operando, o que é gravíssimo”, apontou.

De acordo com a Lei do Ato Médico (Lei 12.842/2013), médicos com CRM ativo podem realizar procedimentos e atuar em qualquer especialidade, mesmo sem Registro de Qualificação de Especialista (RQE). No entanto, a falta de RQE proíbe a divulgação de títulos de especialista, e o profissional responde integralmente por imperícia caso não esteja devidamente capacitado.

A morte

Conforme a Polícia Civil, o marido de Jéssica foi quem procurou a polícia para registrar a morte da esposa. Segundo ele, a vítima deu entrada em uma unidade hospitalar da cidade para realizar os procedimentos cirúrgicos sob anestesia geral.

Durante o procedimento, ainda segundo a polícia, Jéssica teria apresentado instabilidade hemodinâmica, ou seja, uma falha no sistema cardiovascular e na oxigenação dos órgãos. Esse quadro teria evoluído para uma parada cardiorrespiratória, momento em que a equipe médica precisou realizar manobras de reanimação na paciente, que não resistiu.

Diante do caso, a polícia pediu um exame de necropsia para apurar a causa da morte da empresária. O nome da unidade hospitalar ou clínica onde a cirurgia foi realizada não foi divulgado.

Ainda conforme Yasmim, a mãe não tinha nenhum problema de saúde, estava “completamente saudável” e passou por diversos exames antes de realizar os procedimentos cirúrgicos.

O Primeira Página entrou em contato com a Polícia Civil para saber se há alguma atualização nas investigações, mas não obteve retorno até esta publicação.

Leia a nota do CRM-MT na íntegra:

O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) informa que tomou conhecimento da morte de uma mulher de 33 anos, ocorrida no município de Tangará da Serra, após a realização de um procedimento cirúrgico.

Em cumprimento às suas atribuições legais de fiscalização do exercício profissional, o Conselho instaurou sindicância para apurar as circunstâncias da morte, com o objetivo de verificar se houve eventual infração ao Código de Ética Médica.

O CRM-MT esclarece que a sindicância é o procedimento preliminar utilizado pelos Conselhos de Medicina para investigar possíveis irregularidades no exercício da profissão.

O Conselho ressalta ainda que todas as sindicâncias e processos ético-profissionais tramitam sob sigilo, conforme estabelece o Código de Processo Ético‑Profissional dos Conselhos de Medicina, a fim de garantir a adequada apuração dos fatos e preservar as partes envolvidas.

Fonte: primeirapagina

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