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Telefilme de estreia aborda história de Mato Grosso no aniversário de Cuiabá

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2026

O primeiro telefilme produzido em Mato Grosso será exibido no aniversário de Cuiabá, próxima quarta-feira (8). Com a identidade cuiabana como plano de fundo, o filme “Amor em Movimento” será exibido na TV Centro América, marcando a estreia de uma produção local nesse formato em rede aberta.

Além da exibição na televisão, o público também poderá acompanhar outro evento especial no mesmo dia. A programação começa às 13h, na praça de alimentação do Shopping Pantanal, com transmissão ao vivo do programa da TV Centro América, É Bem Mato Grosso, em edição especial dedicada ao aniversário da capital.

O evento também reúne apresentação do grupo Flor Ribeirinha e a presença de elenco e equipe do filme. A exibição acontece na sequência, no horário da Sessão da Tarde, com distribuição de pipoca ao público.

Dirigido por Danielle Bertolini e Perseu Azul, o longa integra o projeto Telefilmes Regionais. A produção é resultado de uma coprodução entre Cumbaru Produções Artísticas, Cérberos Filmes e a Globo Filmes.

O elenco reúne nomes conhecidos da cena cultural local. Entre eles estão Eloá Pimenta e André D’Lucca, veteranos do teatro mato-grossense e com atuação também no cinema e em produções de web-séries.

A equipe técnica também é formada, em sua maioria, por profissionais do audiovisual mato-grossense. As gravações passaram por diferentes pontos de Cuiabá, incluindo São Gonçalo Beira Rio, Liceu Cuiabano e os estúdios da TV Centro América.

Um filme com identidade local

A produção foi construída a partir de referências culturais e da participação de profissionais do próprio estado. A proposta é ambientar a narrativa em Cuiabá e incorporar elementos locais na produção.

“Esse filme é uma comédia romântica adolescente que tem o sotaque cuiabano na frente e atrás das câmeras, né? Nossa equipe essencialmente cuiabana. Então, a gente traz também o Siriri, conduzindo o plano de fundo dessa história que é falar sobre amor. O próprio nome diz amor em movimento. Então, é o amor pela tradição, o amor por Cuiabá”, conta Danielle.

A escolha da data de exibição acompanha esse contexto e reforça a relação com a cidade. A proposta também mira um público amplo, com foco no ambiente familiar.

“É um prazer estrear o filme justamente no dia do aniversário de Cuiabá. O público pode esperar uma história leve, uma história voltada para a família cuiabana, para assistir junto a mãe, com o filho, com a avó, todo mundo junto assistindo”, disse a diretora.

O codiretor Perseu Azul explica o ponto de partida da narrativa, que parte do encontro entre dois jovens e se desenvolve a partir da relação com um grupo tradicional, na história chamado de ‘Grupo Raízes’.

“É uma comédia romântica adolescente que traz o início de um amor entre dois jovens, uma cuiabana e um rapaz do interior, que tem como plano de fundo o resgate de um tradicional grupo de Siriri, o grupo Raízes”, antecipa Perseu.

O Siriri é um dos eixos centrais da narrativa e das referências utilizadas na construção do filme. A produção também incorpora figuras importantes dessa tradição, como a Dona Domingas, uma das lideranças do grupo Flor Ribeirinha e expoentes da cultura cuiabana.

“Gosto de dizer que a inspiração para criação do grupo Raízes vem especialmente da cultura mato-grossense, dessa presença tão forte que a gente tem do Siriri. Essas tradições são misturadas à história do Siriri Flor Ribeirinha e surge assim o novo, o Siriri Raízes que nos inspira”, conta Perseu.

Na história o grupo fictício ‘Raízes’ passa por um desgaste ao longo do tempo e com a aproximação do jovens, que trazem influências mais modernas, passa a se renovar, unindo a tradição ancestral com a cuiabania contemporânea.

Da TV aberta ao streaming

A exibição em TV aberta é apontada pelos diretores como um dos caminhos para ampliar o acesso ao filme. A estratégia também inclui a disponibilização posterior em plataforma digital.

“A gente está muito feliz porque estamos estreando agora e também vai para o Globoplay. A televisão amplia muito esse público. Se, no cinema, a gente alcançaria cerca de mil pessoas em algumas sessões, com o telefilme estamos falando de muitos milhares de espectadores assistindo. É isso que a gente almeja, levar o audiovisual mato-grossense cada vez mais longe, voar cada vez mais alto”, revela Danielle.

Já para Perseu, a televisão aberta permite alcançar públicos que nem sempre acessam salas de cinema. A distribuição amplia o alcance das produções nacionais.

“É a realização de um sonho exibir um filme em TV aberta, alcançar o público de forma gratuita. A gente encontra um caminho através da TV aberta e chega até o povo para falar da nossa história e para a gente se ver na tela”, completa o diretor.

Fonte: primeirapagina

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