A proposta estabelece penas de dois a cinco anos de prisão, além de multa, e agora segue para análise da Câmara dos Deputados.
Embora admita que ainda não havia se aprofundado no tema, o governador classificou a prática como inaceitável. “Eu acho que sim. Eu nunca pensei muito bem sobre isso, mas a priori eu acredito que sim”, disse.
“Eu sou a favor de que você tenha uma revisão de uma série de itens. Eu acho que a misoginia é algo que é repugnante, que tem que ser combatido, como diversos outros crimes”.
A aprovação do texto no Senado gerou críticas de parlamentares ligados a direita. No entanto, a matéria contou com o apoio do senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL).
Para Mauro Mendes, a criação de novas leis deve vir acompanhada de uma mudança profunda na estrutura do judiciário e da segurança pública. O governador defendeu uma revisão ampla da legislação brasileira para combater o que chama de “consciente coletivo de impunidade”.
De saída do governo para se pré-candidatar ao Senado, Mauro tem adotado fortes críticas à segurança e a mira na área para propor o endurecimento de leis.
“E precisa haver uma revolução conceitual, pragmática, para tirar da própria sociedade brasileira essa sensação de impunidade. Ela está presente nas diversas áreas. Desde pequenos crimes, de médios crimes, de grandes crimes, as pessoas cometem, porque existe hoje, no consciente coletivo, uma sensação de impunidade que permeia há décadas no Brasil”. “(…) Se nós não fizermos uma reconstrução para mudar essa percepção que existe de impunidade no país, dificilmente qualquer tipo de crime vai diminuir”, concluiu.
Fonte: Olhar Direto





